quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Sai Uruca (mais uma)!
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Tá é bom demais!
Falar do jogo de ontem vai ser uma das tarefas mais simples desde que me meti a blogueira do mundo da bola: um primeiro tempo de dar pena dos braços do sofá de tanta pancada que o pobre levou e um segundo tempo redentor com a entrada da “Tropa de Elite Osso Duro de Roer” rubro-negra. O rubro-negro definitivamente não curte a Sulamericana e fez da partida de ontem o mais vazio dos jogos do Mengão na temporada. Além de não curtir o torneio em si, a incerteza de ver ou não o time completo que vem fazendo toda a diferença no Brasileirão em campo afastou o público da tentadora oportunidade de chegar em casa pra lá de 1 da madruga em pleno meio de semana. De qualquer forma, vimos de tudo um pouco ontem e podemos tentar arriscar algumas considerações não tão conclusivas assim.
O time titular está cada vez mais redondinho. Para brincar de time misto o Luxa vai ter que queimar bastante a mufa. Sem Ronaldo, Thiago Neves, Renato e Willians ao mesmo tempo, o Mengão simplesmente não funciona. Fato. O Furacão ontem estava mais para brisa e nem assim nossos reservas conseguiram evoluir com alguma eficiência. Luiz Antonio, sem jogar desde o jogo contra o Santos, voltou no mesmo pique, com bastante personalidade, sem medo de ousar, mostrando serviço (ou qualquer outro clichê que você queira encaixar aqui) e segue encantando cada vez mais a todos. Jael, em sua primeira partida inteira, mostrou disposição e versatilidade dando muito mais trabalho ao adversário do que o cascudo Kleber Santana à nossa zaga. E, falando em zaga, o zagueirão Gustavo, depois do nervosismo dos primeiros minutos, mostrou quando foi necessário que seu tamanho é sim documento e que temos sim – finalmente, felizmente, salve, salve, aleluia! – alternativa para o patético Wellington.
Com a indiscutível inoperância do nosso esburacado plantel, Luxemburgo – que tem na Libertadores um de seus objetivos pessoais – resolveu não arriscar mais, lançou mão da artilharia pesada e, aos dez minutos do segundo tempo, o jogo voltou ser de gente grande. Minha única ressalva foi para a saída do Luiz Antônio e a permanência do Bottinelli que ontem não estava em seus melhores dias. Com o Renato no banco, el Pollo era nossa opção para, entre outras funções, surpreender com chutes de fora da área. Ele bem que tentou, mas parecia estar com a cabeça “nos aires” e era constantemente desarmado. Aí você vai me dizer, “mas ele melhorou com a entrada dos três titulares!” e eu serei obrigada a concordar, mas terei que salientar que, a partir de então, a pressão lhe saiu dos ombros, os marcadores se preocupavam agora com R10 e TN7 e, assim, meu amigo, até eu!
Não posso deixar de falar da nossa lateral direita. Léo Moura piora a cada jogo. Ontem, tirando uma cobertura que deu para uma das raras falhas do estreiante Gustavo, ele não ajudou em nada. Pelo peso de sua experiência (que lhe rendeu a braçadeira de capitão por ocasião da aposentadoria do Pet e ontem, interinamente) não se esperava menos dele do que chamar para si a responsabilidade de fazer a diferença contra os reservas do adversário. Não só isso não aconteceu como ele cometeu muitos erros, alguns altamente bizonhos, durante toda a partida. Por mais que alguns torcedores lhe atribuam crédito e etc e tal, ele está cada vez mais longe de merecer se manter o “titular absoluto e incontestável” na direita.
Tenho que falar também que me chamou a atenção, e eu gostei bastante, da postura dos jogadores “estrelas” durante o tempo que ficaram no banco. Atentos, concentrados, comprometidos (essa é a palavra ideal) com o time inteiro: campo e banco. Postura de quem sabe que o objetivo maior é o sucesso da equipe na temporada e de quem tem confiança nas escolhas do treinador que, por sua vez, tem mostrado que seus “planos e estratégias” de médio e longo prazo (que eu mesma cheguei a desdenhar) não convenceram no Carioca “de resultados” mas estão dando frutos agora que o bicho tá pegando pra valer.
Concluindo, estou muito animada com as possibilidades que se apresentam para o Flamengo. Considerando que estamos falando apenas de futebol (técnica e opções táticas) e esquecendo a tendência manager do nosso “pofexô”, os acertos de elenco que faltavam estão aí, praticamente prontos e devem mostrar resultado muito em breve. Vislumbro uma zaga mais consistente com Angelim, Alex Silva e Gustavo (que merece ser testado mais vezes) e um ataque mais efetivo com a chegada do Jael quetem tudo para ser admitido à “Tropa de Elite Osso Duro de Roer”. Difícil não se empolgar com o conjunto que se forma e com as expectativas que se criam com ele. Fim da distância de oito pontos para o líder, único invicto, melhor ataque e o artilheiro do Brasileirão, há três jogos sem tomar gol e quebrando dois tabus em menos de uma semana, um no Brasileiro e um na Sulamericana. Tabu daqui, tabu dali, ta é bom demais!
Que venha o Figueira!
Nota: Publicado originalmente no Bola Pra Quem Sabe.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
2011 com cara de 2010
Apesar da coluna no Bola só sair na quarta ou na quinta-feira, normalmente gosto de escrever no domingo à noite ou mesmo na segunda. Assim, coloco tudo o que quero falar “no papel” com o calor das emoções do fim do semana. Boas ou ruins. Depois volto e reviso com calma, tiro as injustiças, acerto o discurso e acrescento algo de relevante que venha dos bastidores entre segunda e quarta-feira. Mas dessa vez não deu. Não dava para escrever nada depois do jogo do último domingo. Dizer que foi uma exibição medíocre seria um elogio. Ganhamos o Carioquinha com apresentações medíocres. Empatar com o lanterna do Brasileirão (e ainda lhes deixar marcar o seu primeiro gol em 4 rodadas) foi muito menos do que medíocre.
Foi mais um jogo com a zaga batendo roupa, com os laterais fora de ritmo, com o meio de campo errando passes bobos e com o ataque inexistente. Pra economizar, podem ler a coluna da semana passada e piorar um pouco as performances de todos. O Felipe talvez esteja fora do esporro, porque evitou um resultado pior. Sigo aguardando a estreia do Gustavo e o retorno de Angelim aos gramados. Junior Cesar comprometeu sua estreia ao cometer a falta que resultou no gol. Thiago Neves parece ainda estar com a cabeça na seleção brasileira e ainda com um processo de uma ex no Paraná. E Deivid se acha o injustiçado do Brasil. Cruel, minha gente. Cruel.
Falta uma injeção de comprometimento e rubro-negrismo nesse povo. Sem exceção. Estamos de volta a 2010 sem liderança, sem vontade, achando que vamos ganhar todos os jogos daqui pra frente com uma jogada de mestre a qualquer momento. Isso é simplesmente inaceitável. E tem que ser resolvido lá, dentro da equipe. Ninguém ali é novato. Todos sabem exatamente o que deve ser feito mas ninguém faz. Corpo mole, para mim o pecado mortal do futebol, bem nas nossas fuças e nada acontece. Não sei o que Luxemburgo anda fazendo ou dizendo pros caras, mas definitivamente não está funcionando. Que ele não tenha o dom da motivação em suas preleções – por mais rubro-negro que seja – eu até entendo, mas não entendo que ele não consiga organizar um time de forma a tirar o melhor de cada um, que não consiga organizar um banco para que possa fazer modificações táticas sem interferir na qualidade do grupo. E lembro, com saudades, que os recursos que tínhamos no banco ajudaram e muito na campanha do Hexa-Campeonato.
No início do ano tínhamos a impressão de que 2011 seria o ano da virada do Flamengo em vários aspectos. Uma gestão com mais profissionalismo, a construção do CT, a volta da criação de estrelas em casa, a chegada de craques renomados. Aparentemente tudo certo para termos campanhas consistentes nos campos e contas equalizadas no clube. Não há explicação para o desandar desse caldo como estamos testemunhando agora. Quantas vezes é preciso repetir o clichê de cada um precisa fazer a parte? Temos 34 rodadas no Brasileirão e uma Copa Sulamericana para não fazer uma campanha medíocre mas isso tem que começar hoje. Não dá para esperar mais.
É preciso comprometimento dos jogadores. É preciso inteligência do técnico para transformar esse grupo disperso num time à altura de seus salários – o do técnico inclusive. É preciso afinco da presidente e sua diretoria para enxugar o elenco, trazer os reforços necessários e finalizar os contratos que o clube precisa enquanto ainda não estamos com a corda no pescoço. Não entendo essa apatia generalizada. Não entendo esse esquecimento geral de que o Flamengo deve estar sempre acima de tudo. Quem não pensa assim é só pedir a toalha. Janela tá aí pra isso mesmo.
Tem jogo importante domingo. Aliás, todo jogo no Brasileirão é importante (já perdemos 6 pontos que certamente farão falta em algum momento)! Hoje teve gol de bicicleta no treino e provocação da presidente. Teve envio de mais uma proposta para alguém que pode ou não chegar e teve um acordo louco que deixou que, apesar do mando de campo no clássico ser rubro-negro, a administração da venda de ingressos ficou com o Botafogo. O motivo? Também não entendo. Não consigo tirar da cabeça que poderíamos estar agora no G4 do campeonato e estamos aqui, com o “alerta ligado” e o coração na mão. Tem jeito? Tem, e repito: cada um fazer a sua parte pelo Flamengo, o Mais Querido, o Maior do Mundo. Inclusive a torcida. Vamos que vamos!
Nota: Publicado originalmente no Bola Pra Quem Sabe.
sábado, 11 de junho de 2011
A Arte de Dominar os Ventos
Se tem um osso atravessado na nossa garganta, é esse tal Furacão. Cada vez que começo a rascunhar um pré-jogo, obviamente minha primeira ação é pesquisar o histórico dos confrontos e raríssimas, raríssimas mesmo, são as vezes em que a história não demonstra superioridade flamenga. Essa é uma delas. Essa ventinho metido a besta consegue desorientar nosso scratch quando vamos ao Paraná e a coisa normalmente fica incômoda por lá.
Considerando que o momento não é nada propício para um empate, muito menos uma derrota, mesmo como visitante, está bem na hora dO Mais Querido quebrar esta escrita e mostrar que rubro-negro por rubro-negro, o carioca tem mais futebol! Diferente dos bravos cientistas caçadores de furacões, nós podemos além de caçá-los, aniquilá-los! El Pollo já incorporou o espírito e espero que contagie a equipe inteira.
Luxa priorizou a coletividade e a velocidade nos treinos desta semana. Teremos a estreia de Junior Cesar e tudo leva a crer que Wanderley começará como titular. Negueba não viajou com o time Sub-20 e também está à disposição do Pofexô. Na defesa - e no geral - é bom ficar de olho nas bolas aéreas do adversário. Não podemos dar bobeira, não temos direito a tal luxo. A hora é de sufocá-los, tão intensa e implacavelmente, que se anule a sua pseudo-vantagem de supostamente jogar em casa.
A nós, aqui de fora, cabe mais uma vez fazer a nossa parte. Hora de mostrar a força da Nação, de uma torcida de verdade, que entra em campo sempre e a cada jogo, que não tem camisa com cheiro de naftalina e que faz com o Mengão jogue em casa em qualquer canto desse meu Brasil! Pra cima deles, Mengão! Vai ser uma delícia acalmar essa ventania!
Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
O Saldo da Festa
A festa foi linda no último domingo. Festa que, a despeito da desorganização e do Engenhão, só a Nação mais linda do mundo sabe fazer. Não foi a primeira vez que o Flamengo levou 40.000 torcedores ao estádio e nunca havia visto tamanha falta de respeito ao torcedor. Cheguei com uma hora de antecedência e só consegui chegar às arquibancadas segundos antes da entrada do time em campo, quase perdendo a chance de participar do mosaico que hemenageava Petkovic. Não consigo entender quem ganha com tais mandos e desmandos. O torcedor só perde.
Pet fez sua parte enquanto esteve em campo. Mostrou o melhor do atleta que conquistou a torcida em suas duas passagens pelo Mais Querido. Fez de tudo um pouco, incluindo dois lançamentos primorosos, para Ronaldo e Wanderley, deixando esse segundo na cara do gol. Mas digo e repito, Wanderley não funciona como titular. Parece que precisa do banco para lhe colocar sangue nos olhos de forma que faça alguma diferença quando acionado no decorrer do jogo. Um excelente reserva. Ele ainda não é mais do que isso. Mas o que fazer, com quem começar? Diego Maurício, excelente capacidade técnica e senso pífio de coletividade; Negueba, a personalização da inconstância e inexperiência; e o Deivid… bom é o Deivid.
A solução paleativa para esse ataque capenga tem sido o entrosamento entre Thiago Neves e Ronaldinho. E como sentimos a falta do Thiago neste domingo. Sem Thiago, Ronaldo parece não confiar no resto da equipe, querendo resolver sozinho e, com a marcação no seu pé, ele nada consegue além de parecer atabalhoado. Uma pena porque acho que Bottinelli evolui a cada jogo e precisa entrar nesse carrossel de entrosamento também. Resta ainda saber se, uma vez cortado da seleção, a motivação, disciplina e comprometimento de Thiago Neves continuarão em alta no Mengão.
Também parece que ganharemos – finalmente – efetividade na lateral esquerda. Junior Cesar mostrou vontade nos dez minutos que atuou e encheu de esperança o coração rubro-negro. No outro lado, Léo Moura parecia alheio ao jogo, fora de ritmo talvez, uma vez que ficou de fora das duas últimas partidas. Não posso deixar de falar o quanto me irrita essa aparente falta de comprometimento do lateral. Titular absoluto, não quer mais nada da vida e o Flamengo fica à mercê do seu humor.
Do meio para trás segue a zona morta. Willians continua previsível com suas roubadas de bola fantásticas e seus cartões amarelos desnecessários. Renato recuado compromete um pouco a marcação, mas – graças a Deus! – ele mantém seu pé na forma. E seguimos esperando a confirmação da vinda do Airton, mais um volante. Enquanto isso, na zaga, é aquilo. Sem palavras. Aqui o nome do time muda de noma para o Inexplicável F. C.: o que foi o vacilo do David Braz no gol do Willian? O que falta para testar o Gustavo? Até quando ficaremos nas mãos desses palhaços que se dizem jogadores de futebol?
Bom, vem Atlético PR por aí. E acho bom o velho Luxa abrir bem o olho. Sequência de empates não faz bem a ninguém e tá cheio de gente querendo publicar: “Crise! Flamengo no olho no Furacão!” Sai uruca!
Nota: Publicado originalmente no Bola Pra Quem Sabe.