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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Só o Mengão importa!

Minha intenção inicial era aparecer por aqui ontem à noite. A conexão não ajudou muito e bateu aquela dor de cabeça de sono e cansaço. Em vez de arriscar falar besteira só pra dizer que postei, resolvi adiar para o horário de almoço de hoje. Já aviso logo que hoje estou menos paz-e-amor do que vocês têm me visto por aqui. Dando uma circulada internet afora agora pela manhã, percebi muito torcedor mexido ou insatisfeito com a rodada de ontem. Sinceramente não entendi muito bem essa reação. O que mais li/ouvi por aí foi um tal de “não foi uma boa rodada”. Cara, não entendi nada! Como assim, primeiro, se a rodada não acabou e, segundo, se o único time que importa ainda não entrou em campo?! Ah, já sei, só se foi pro cartolafc de cada um...


Na boa, alguém realmente contava com "a ajuda" de um timeco comandado pelo Cuca? Me poupem, gente! Mas contar que o resultado do garnizé, que só faz cacarejar há 39 anos, interferisse no resultado de quem esta no alto da tabela é pura perda de tempo e de energia. Ou melhor, ficar contando com o resultado alheio, minha gente, não é coisa nossa. Uma hora, todos tropeçam, e bola mesmo quem está jogando é o nosso Mengão! Podemos secar, torcer contra, beleza, é divertido. Mas não gastem energia com isso não: só o Mengão importa! Eles é que adoram perder o sono fazendo nossas contas, não o contrário.



E, mudando de assunto, agora há pouco se deu o inevitável: Ronaldinho Gaúcho está de volta à seleção, ou melhor, ao time da CBF. Foi-se o tempo em que a camisa canarinho arrebatava minha atenção e até (um pedaço do) meu coração. Tornou-se um ajuntado de jogadores que mal conheço, para não dizer uma creche de garotos superestimados. E o técnico gambá – que se alguma sabedoria ou competência tivesse não seria gambá – mais uma vez mostrou a que veio: o populismo e o bairrismo. Mas o que vocês esperavam dele? Desde o início o que o “povo” – ou a imprensa – pediam dele, ele atendeu. Não tem personalidade. Para fazer contraponto com seu antecessor, optou por ser o bom moço. Porque seria diferente agora? Ah, o clamor "popular"!...


Sinceramente, com a corda no pescoço do jeito que está, ele seria burro se não convocasse nossa estrela. Salvo a quantidade de cartões amarelos, os números do Gaúcho são excelentes. Todos de olho e, se ele não o convoca e paga outro mico, adeus salário no fim do mês. Trata-se de sobrevivência, nenhuma relação com o jogo do dia sete de setembro. Acho mesmo que a seleção não deveria ser prioridade sobre os clubes porque a paixão pelo futebol é, antes de mais nada, de origem clubística. Mas hoje não há nada a ser feito. Se o jogador é convocado, ele tem que ir. Paciência. Um outro lado da questão – e que é de conhecimento de todos – é que um fator determinante para a volta de Ronaldinho Gaúcho ao Brasil foi justamente sua vontade de voltar á seleção. E o Flamengo fez e faz parte da sua estratégia chegar lá. Não dá para negar (mesmo que não concordemos, afinal o Flamengo deve estar sempre acima de tudo) que essa é uma das principais motivações para o desempenho do dentuço na temporada. Ou vocês acham mesmo que é só puro amor?


Só sei que O Mais Querido sempre cedeu jogadores para a “antiga” Seleção Brasileira, atual time da CBF. Na verdade, somos o clube que mais cedeu jogadores à seleção em jogos oficiais e não oficiais. Tenho certeza de que vamos tirar esse “desfalque” de letra. Não vou entrar no mérito das teorias conspiratórias, cada um que eleja a sua preferida. Hoje temos é que pensar no genérico goianiense e despachar mais esse pro fundo da tabela. Vamos dar as boas vindas (finalmente!) ao Pirulito e partir com tudo (apesar da escalação com três zagueiros) pra cima desse rubro-negro de meia tigela.


Finalizando, cada capítulo que, a princípio, parece adverso, só me deixa mais certeza de que o Hepta virá. E com mérito todo nosso.


Sou mais o Mengão!


Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Foram me chamar...

É com muita honra e com enorme prazer (além um indescritível frio na barriga) que me apresento para vocês. Meu nome é Cláudia Simas e, a partir de hoje, passo a fazer parte da nova dupla de titulares que vai dividir com vocês esse valioso espaço de puro rubro-negrismo. Adoro futebol e sou alucinadamente apaixonada pelo Flamengo desde que me entendo por gente. Na grande rede, vocês podem encontrar meus pitacos no Bola Pra Quem Sabe e nos arquivos Magia Rubro-Negra. Confesso que só de pensar em assumir este blog, por onde já figuraram ilustres rubro-negros como Clément Izard, Fábio Justtino e, mais recentemente, o próprio Luis Eduardo, me toma um calafrio que só perde em intensidade para aqueles que costumamos sentir às vésperas de final de campeonato.


Peço licença a vocês porque não posso iniciar mais essa empreitada em vermelho-e-preto sem falar do meu avô, o “Seu Beleza”, pai da minha mãe - que também é rubro-negra. E sempre que apresento meu avô eu pergunto: o que esperar de um sujeito com um apelido desses? Pedreiro, batalhador, patriarca apaixonado, avô carinhoso... Um figuraça, conhecido e respeitado por todos na vizinhança. Ele viu o primeiro Tri-Campeonato Carioca (42/43/44) com Mestre Ziza, Domingos da Guia e companhia. Também viu o segundo tri (53/54/55) com Zagallo e testemunhou a estréia do Galinho em 72. Com ele aprendi a amar esse clube, campeão na terra e no mar! Ele respirava Flamengo. Vivia o Flamengo. Sorria e chorava com o Flamengo num tempo em que o futebol era muito mais do que 11 marmanjos querendo ser exportados para a Europa ou para o Oriente. Com tanta flamenguice, não tinha como ser diferente: eu já era rubro-negra mesmo antes de nascer.


De lá pra cá, posso dizer sem medo de errar que cada episódio da história do Clube de Regatas do Flamengo acrescenta algo à minha própria história. Sei que é assim também para cada um de vocês. Afinal, temos o privilégio de torcer pelo Mais Querido e com isso, vivenciar todas as emoções e todo o orgulho que só ele nos oferece, dentro e fora dos gramados, quadras, piscinas e lagoas mundo afora. E se o rubro-negro normalmente já é sujeito orgulhoso, com esses últimos resultados quem é que segura esse povo a celebrar o futebol “raçudo” que tanto valorizamos? Difícil, hein.


Pois bem, já falei demais para esse primeiro encontro. O lance aqui não é falar de mim, e sim do Mengão! O clima é bom, o momento é excelente e tende a melhorar (com a chegada do Alex Silva à zaga), mas o pensamento agora está voltado para a tal raposa que, cá pra nós, já foi mais arisca. Se o elenco não entrar no oba-oba da torcida (que já esgotou sua fração de ingressos para o jogo de amanhã), o Mengão traça essa caça sem grandes dificuldades.



"Lutemos sempre com valor infindo
Ardentemente com denodo e fé
Que o teu futuro ainda será
Mais lindo,
Que o teu presente,
Que tão lindo é"
Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.

terça-feira, 12 de abril de 2011

O Flamengo dos Letrados

Já disse aqui antes que "Flamengo é Puro Amor" há muito é meu livro de cabeceira. Assim, não tenho como não me emocionar com as homenagens da última segunda feira na Academia Brasileira de Letras que concedeu pela primeira vez na história a Medalha Machado de Assis a um jogador de futebol. Quis o destino - e a oportunidade - que tal regalo fosse concedido a Ronaldinho Gaúcho, o quase Carioca, por tantas alegrias que ele tem dado ao povo, deixando para trás tantos outros ídolos talvez tanto ou mais merecedores. Mas como eu disse, havia uma oportunidade: os 110 anos do nascimento do imortal José Lins do Rego, o acadêmico de duas paixões, a literatura e o futebol. E acima de tudo o Flamengo.



"Amo o Flamengo como se fosse um pedaço da terra onde nasci", dizia Zé Lins. E entendemos bem o tamanho, a importância dessa declaração. E outros bambas das letras também nos ajudam a entender. Mario Filho, por exemplo: "Por que o Flamengo tornou-se o clube mais amado do Brasil? Porque o Flamengo se deixa amar à vontade." Se for para apelar, evoco Nelson Rodrigues, o respeitado tricolor que por várias vezes rendia-se sem pudor ao magnetismo do Flamengo. A opção da ABL de levar o povo para a Academia através do Flamengo, foi prevista pelo dramaturgo há anos atrás: "Se Euclides da Cunha fosse vivo teria preferido o Flamengo a Canudos para contar a história do povo brasileiro", comprovando que é impossível desvincular a expressão "povo brasileiro" de Flamengo.



Esse povo, essa Nação que vive na eterna dicotomia humildade x arrogância e quem diz não sou eu, é Artur da Távola: "Ser Flamengo é ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram (...) É comungar a humildade com o rei eterno de cada um." Não preciso me alongar aqui. Sabemos que o Flamengo está em toda parte do mundo, em todos os corações e também na cultura, nas artes, na música, e não seria diferente nas letras. Na verdade, como bem me lembrou a amiga Ana Cecília, tudo começou bem antes do Brasil em si, quando o Rei de Portugal recebeu as deslumbradas palavras de Caminha sobre o povo que o monarca encontraria no Brasil: "Ali veríeis galantes, pintados de preto e vermelho, e quartejados, assim pelos corpos como pelas pernas, que, certo, assim pareciam bem."









Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Não tem folga para a Paixão!

Perdi num incidente doméstico o exemplar de "Flamengo é puro amor" que ficava na mesinha de cabeceira e funcionava como uma dose diária de Flamenguice. Fiquei temporariamente órfã do lirismo de Zé Lins, um de meus favoritos. Decidi, por conta disso, revisitar as três partes da nossa entrevista com Roberto Assaf. Rubronegrismo puro e aplicado, aliás, imperativo a todo aquele que ama O Mais Querido. Com tanta renovação, o velho Luxa bem que podia passar esses vídeos para alinhar o espírito do nosso scratch, sejam os garotos ou os marmanjos. Eles precisam saber exatamente o quanto de história eles carregam ao entrar em campo com oCRF no peito. Porque nós, aqui da arquibancada, nunca esquecemos.


Porque você e eu, de coração, corpo e alma Flamengos, não precisamos de dia de jogo ou de vitória para exibir o Manto. Precisamos só existir, só respirar, ou melhor, só inspirar. Porque o rubro negro não respira, inspira. Acorda inspirado e parte sem medo pro abraço no batente de todo dia. Hoje é quarta-feira e não tem jogo do Mengão. Folga providencial para ajustar a zaga (remontar ou reforçar deveriam ser as palavras usadas aqui, mas é mera utopia no curto prazo), retrabalhar a armação da equipe (um tanto bagunçada com a entrada das estrelas e a subsequente e já esperada falta de entrosamento da equipe com eles) e seguir ajustando o foco para o topo das tabelas. Enquanto eles trabalham lá, nós seguimos daqui, urubuzando. Acompanhando cada detalhe, respirando ansiedade com a promessa de uma grande temporada.


Porque é isso que fazemos
É para isso que vivemos
Para respirar Flamengo não importa o dia
Para apoiar o Mengo na tristeza ou na alegria
Não temos escolha,
E se tivéssemos, nada mudaria.
O Flamengo que é o maior do mundo
O Flamengo que é maior que tudo
Não merece sentimento menor.
Não merece mesquinharia.
Só serve o amor total,
"Amar, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante"*

E tentar ser humano por inteiro
Sem viver tal deferência
Sem morrer de gritar Mengo
É desperdiçar toda uma existência.

*Com licença do Poetinha.

Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ano novo, casa nova!

Casa nova, minha gente! E vocês sabem que mulher adora, né? A gente quer logo organizar jantarzinhos, encontros, qualquer coisa que vire motivo para convidar os amigos e exibir cômodo a cômodo a nova propriedade. E é exatamente assim que estou me sentindo no Novo Magia! "Entrem, entrem! Fiquem à vontade. Querem alguma coisa? Deixe-me lhes mostrar a casa!" Sim, é isso mesmo: estou toda boba!


Quem me conhece ou ao menos me "acompanha" via twitter já deve saber que não trabalho no Rio. Sou carioca, moro na Tijuca, mas trabalho em Resende, cidade do sul-fluminense a meio caminho de São Paulo, onde resido de segunda à sexta-feira. Família e amigos ficam no Rio, para onde volto religiosamente todos os fins de semana. Por conta dessa rotina esquisita, apego-me a alguns pequenos prazeres para atenuar a saudade do Rio. "Eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo" nunca foi tão verdade em minha vida porque uma dessas válvulas de escape é justamente a minha paixão pelo Flamengo.


É ele quem preenche meu tempo livre e quem tem me trazido novos amigos. O Flamengo é tão generoso comigo que, sempre que possível, dá um jeitinho e vai até Volta Redonda me visitar. Gostou, né? Com esse cenário nômade, a parceria entre o C. R. Flamengo e o Estádio da Cidadania me é extremamente conveniente. Obviamente adotei o Raulino de Oliveira como meu novo quintal. Nenhum estádio do mundo jamais estará à altura do Maracanã em meu coração, ali do ladinho de casa, com sua imponência, grandiosidade e toda a flamenguice entranhada em cada milímetro de concreto daquele monumento ao futebol. Mas tem espaço para o Estádio da Cidadania que te acolhe, como aquela calorosa tia do interior que te prepara bolhinhos de chuva, entende? E lá, gritando pelo Mengão, consigo renovar minhas energias e seguir com essa minha nada mole vida.


Diferente de outras viradas de ano, comemoro a chegada de 2011 justamente porque com ele, sinto uma brisa refrescante chegando aos nossos dias. Novas perspectivas em várias frentes, casa nova em Resende, casa nova aqui no Magia, mudança de atitude nos domínios da Gávea e a certeza de que o passado de glórias e o caminho grandiosidade está sendo retomado, me fazem acreditar que 2011 vai ser mais um daqueles períodos inesquecíveis a serem contados e recontados por gerações de rubro-negros.


Aqui, ali ou acolá, no estádio, no rádio ou na TV, conte comigo, Mengão! E que se iniciem os trabalhos.


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um ano de Pura Magia

Já fiz retrospectiva. Já disse e redisse o que achei de 2010. Não pretendo encher o saco de vocês remoendo o pó desse ano semimorto paupérrimo de resultados. A hora é de reflexão lá pelas bandas do Ninho do Urubu e, pelo menos segundo Maldonado, o foco já está sendo recuperado. O que eu quero mesmo, agora, do fundo deste coração rubro-negro, é exaustar algumas coisas que fizeram de 2010 um ano extremamente especial para mim. Esse ano não foi conturbado apenas para o futebol do Flamengo. Minha vida foi sacudida com mudança de emprego e de cidade ao final de 2009 e não digeri nada disso muito bem durante esses últimos 12 meses. Mas justamente no turbilhão dessa expectativa toda, veio o convite de colaborar com oMagia Rubro-Negra.


Eu me lembro exatamente da euforia que me assolou enquanto ouvia a voz mansa do@fabiojusttino ao celular fazendo o convite. “Não acredito que esses caras me querem com eles! É o MAGIA, caramba!”, eu pensava repetidamente, “será que eu dou conta?” Comecei devagar, como convidada, totalmente intimidada pela responsabilidade. Meu primeiro texto foi às vésperas do Hexa, exaltando a seriedade com que elenco e comissão técnica estavam conduzindo os prepativos para o último jogo de 2009. E lhes convido a recapitular comigo alguns desses momentos.




Com Fernando Holanda e Fábio Justino à espera do início de Flamengo x Grêmio (06/12/09 - Foto de Bruno Cazonatti)




Filha de um tricolor apaixonado, escrevi sobre o Fla-Flu (aquele, de fevereiro), o principal clássico mundial em minha humilde opinião. Confiei cegamente na conquista da Libertadores (demonstrando isso por mais de uma vez). Busquei inspiração em ícones do passado, como Maria Lenk, nos heróis do Primeiro Título Brasileiro e até nos “simples” números desses 98 anos de história do futebol Rubro-Negro.


Falei do meu avô, falei de amigos, falei da Charanga, falei de Zé Lins, falei daNação (esse, áliás, foi um dos textos que mais gostei de escrever). Fiz alguns pré-jogos e, entre eles, destaco o do dia em que enfrentaríamos o Corínthians no returno do Brasileirão. Acompanhei os bastidores de momentos fantásticos desta equipe que ama o Flamengo acima de tudo e vibrei com eles, apesar da distância. O ponto alto dessa mágica retrospectiva: o convite para participar, com um texto inédito, dolançamento da Cápsula do Tempo e do Museu Flamengo. Chorando, escrevi um dos textos mais importantes da minha vida (não o mais belo deles, infelizmente), ciente de que o amor que herdei do meu avô havia, graças ao Magia Rubro-Negra, sido notado pelo nosso Flamengo!


Peguei o ritmo sim, porém sigo intimidada, convencida de que nem o Flamengo nem o Magia merecem palavras vãs ou testemunhos meia-boca. Mais intimidada me sinto ainda – até hoje – quando chega o aviso de que existe um novo comentário no post e agora, ao fim do ano, porque vejo em cada linha desses comentários, um rosto conhecido. Pessoas que saíram das telinhas de comentários, de trás dos avatares, arrobas ou emails, diretamente para a minha vida e para o meu coração. Amigos que terei para toda a vida. E novamente, graças ao Flamengo e ao Magia. Sigo intimidada sim, pelo respeito à grandiosidade dos dois, mas sobretudo motivada pelo carinho, pelo reconhecimento e pela certeza de que esse foi o primeiro ano de muitos. Por tudo isso, cada linha escrita, cada feedback recebido e cada novo amigo conquistado, eu serei sempre grata a 2010.


Que venha 2011 com suas novas emoções! E o que peço a ele? Apenas a volta do futebol! Muita raça, muita vontade e, sobretudo, muito amor e muito respeito ao Manto Sagrado. Meus novos amigos e eu merecemos. E cobraremos!


Um excelente e fantástico 2011 para cada um de vocês e suas famílias e até 2011!


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

A Inspiração

Como previ na semana passada: a despeito do Futebol, as comemorações do 115º aniversário do Mais Querido, Amado, Idolatrado, Consagrado, Homenageado e Invejado Clube de todo o universo foi carregado de emoções! E a vida segue confirmando o clichê: o meu, o seu, o nosso Flamengo é e sempre será maior do que a soma de quaisquer fatores imagináveis. Pegue qualquer variável e jogue numa equação. Resolva essa equação como aprendeu na escola e você encontrarárá um valor infinitamente menor do que o valor correto. Desista de compreender, de definir e apenas viva esse sentimento único na história da humanidade: ter o Flamengo na sua vida.


O que vi nesses dias foi muito além do resultado dos eventos oficiais em si. Não vou poetizar. Vou simplesmente listar aqui. E eu sei que você vai entender.




  • As crianças do Cultura na Cesta, disciplinadinhas e concentradas na quadra, mas eufóricas com as canções quando estavam na torcida.

  • As famílias inteiras que não só voltaram a frequentar os estádios, mas que seguem o Flamengo onde ele estiver.

  • A humildade e simpatia sem fim dos bravos heróis do FlaBasquete, rubro-negros até a alma, que dão toda a atenção do mundo aos torcedores.

  • O pessoal da Fla-Lages/SC que viajou quilômetros para comemorar bem perto do time do coração no momento em que este realmente precisa dos seus torcedores mais fiéis por perto.

  • Os torcedores que cantaram emocionadamente junto e, algumas vezes, até mais alto do que Arlindo Cruz, Diogo Nogueira, Dudu Nobre, Rogê e Bebeto.

  • Ver em execução – finalmente – o Museu Flamengo, tratado com toda magnanimidade que a história gloriosa do Mengão merece.

  • Ter os amigos que o Flamengo nos deu – ou melhor, nos dá porque eles chegam a todo momento – sempre por perto, quando a nossa vida parece que está de cabeça para baixo, nos inspirando e nos ajudando mesmo sem saber que o fazem.


Eu só tenho a agradecer por fazer parte do Magia Rubro-Negra que me aproximou ainda mais do objeto dessa paixão incondicional e ao Flamengo em si por me arrebatar de emoção no coração e ser essa brisa inspiradora na minha vida.



'Inda bem que eu sou Flamengo
Mesmo quando ele (ou eu mesma) não vai bem
Algo me diz em rubro-negro
Que o sofrimento leva além
Não existe amor sem medo
Boa noite!
(Djavan)

Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Prepare-se: É pra comemorar SIM!

Tudo bem que 2010 é o ano a ser esquecido para o futebol rubro-negro. Depois do Hexa na Raça, ficamos nós no vácuo, trocando de técnicos, fazendo contas e sofrendo com a falta de objetividade do nosso ataque. Mas sou festeira e, para mim, aniversário é sempre uma data a ser comemorada. Ou vocês acham que vou deixar de expor meu rubronegrismo hexagerado nos 115 anos dO Mais Querido só porque o futebol na Gávea anda urucubacado? Nem pensar! E como Deus não dá asa a cobra (não é isso que diz o ditado?), estou longe do Rio para cumprir toda uma agenda fervorosa, cheia de pura flamenguice!


Minha sugestão, para começar: colar na Campeoníssima Equipe de Basquete do Mengão! Eles tem uma maratona de jogos pelo Carioca justamente nessa semana. Começa hoje, às 20h30, lá no ginásio do Clube Municipal contra o Cabo Frio e,amanhã, é a vez do Iguaçu, no mesmo bat-local e no mesmo bat-horário. Estivesse eu no Rio, iria certamente aos dois jogos! Entrada franca e todos os nossos heróis bem ali, ao alcance de nossas máquinas digitais, super simpáticos e acessíveis. Vai por mim! No domingo, dia 14, por sua vez, ninguém me segura: estarei ás 11h no Tijuca Tênis Clube para ver o embate contra o próprio Tijuca. Este jogo de domingo, por sinal, está no calendário oficial de eventos comemorativos do Clube, em disputa, oTroféu “Nação Rubro-Negra – Flamengo 115 anos”. Não vai? Tá vacilando!



Equipe de Basquete do Flamengo

Na segunda-feira, aí “mermão”, tem um dia inteirinho de festejos para todos os gostos:


7h – Alvorada no Centro de Excelência do Remo do Flamengo, na Lagoa Rodrigo de Freitas


9h – Futebol: Sub-11 do Flamengo x Escolinhas Fla


9h30 – Missa na Capela São Judas Tadeu, na sede social do clube (Gávea)


10h – Chocolate rubro-negro, na Boca Maldita, na sede social do clube (Gávea)


10 às 15h – Recreação no Espaço Infantil Urubinha


10h30 – Futebol: Funcionários do Flamengo x Imprensa


11h – Reco-reco, na Boca Maldita, na sede social do clube (Gávea)


12h30 – Futebol: Artistas rubro-negros x Artistas


12h30 às 16h30 – Almoço em homenagem aos 115 anos do Flamengo, no salão nobre da Gávea


14h30 – Futebol: Master do Flamengo x Amigos do Adílio


Acha que acabou? Claro que não! Ainda na segunda-feira, às 20h, no Vivo Rio, tem showzaço comandado por Arlindo Cruz e convidados. E que convidados, saca só:



Estão aí, todos os eventos oficiais para ninguém reclamar depois que não sabia disso ou daquilo. É só se programar, escolher o manto que mais lhe agrade e comparecer! Agora, se você não mora no Rio, vai trabalhar ou por algum outro motivo não puder cumprir essa agenda, então faça o seu próprio evento: marque com os amigos no bar, faça um churrasco, reveja todos os vídeos e DVDs com a família. Comece hoje e só pare no dia 15. Tudo é válido nesse feriadão do Mengão. Aproveite para registrar o momento e mandar aqui pra gente (paixão@magiarubronegra.com.br). Quem sabe você não aparece aqui no Magia?


Lembre-se: “Eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo!” Ou ainda: “Saudemos todos, com muito ardor, O pavilhão do nosso amor!” São 115 anos de história para celebrar. E nossa história, nossas vitórias e nossas glórias, ninguém tira de nossos corações. Nunca se esqueça disso!


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Inspire-se com a Charanga Rubro-Negra!

Sim, eu sei que é dia das Crianças, mas não posso deixar passar em branco o aniversariante ilustre da semana: há 68 anos nascia a Charanga Rubro-Regra, a primeira torcida organizada do Flamengo e do Brasil. A ocasião era o Fla x Flu da final do Carioca de 1942 e nossos heróis – reunidos por Jaime de Carvalho – não intencionavam necessariamente o título de “filarmônica futebolesca”. Sobre a sua duvidosa musicalidade, o rubro-negro Ary Barroso simplesmente comentou: “Me desculpem, mas isso não é banda nem aqui nem no caixa-prego“.


Reza a lenda que tal iniciativa não foi aceita de imediato pelo meio esportivo justamente porque a Charanga se posicionava justamente atrás do gol adversário e a barulheira desafinada decorrente dos instrumentos não funcionava apenas para apoiar o Mengão, mas para desestabilizar a concentração do goleiro rival.



Com o passar dos anos a Charanga passou a ser o centro das festas das arquibancadas, levando faixas, bandeiras e muita cantoria para inspirar diversas gerações de rubro-negros dentro e fora dos gramados, e serviu como embrião do que conhecemos hoje como o movimento de torcidas organizadas de todo o Brasil.


Viajo fácil no tempo para tentar imaginar a paixão que, em sua forma mais pura, movia essas pessoas num tempo em que se torcia sem TV, sem replay, sem internet e etc e tal. Num tempo de uma outra imprensa onde jornalistas eram cronistas ou poetas e exaltavam o futebol à despeito da rivalidade.


Sou uma saudosista incorrigível e lembrar da Charanga sempre me inspira. Que ela inspire também toda a Nação – da qual ela é célebre personagem – e que tenhamos nós a garra e a raça de apoiar o Flamengo sempre e incondicionalmente. Sim, raça, a mesma raça que adoramos exigir dos jogadores. Nesta reta final do Brasileirão, a bola também está conosco!








Fonte: Flapedia

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

A Nação não é uma torcida qualquer

Vamos dar um pulinho na sala de aula? O que é Nação para você? Por conceito, nação refere-se ao conjunto de pessoas que se sentem unidas pela origem, pelos interesses e por seus ideais e aspirações comuns. Podem até lhes falar que para ser uma nação deve haver uma só raça, língua e/ou religião, mas os grandes estudiosos são categóricos ao afirmar que esses não são fatores essenciais para determinar o caráter fundamental de um grupo qualificando-o como uma nação. Vale mais a identidade da história e da tradição (a nação não tem apenas o presente), o passado comum. Na verdade, o elemento primordial, aquele que se mostra como condição (mesmo que subjetiva) para a evidente existência de uma Nação é ovínculo que une estes indivíduos, determinando entre eles a convicção de um querer viver coletivo. Ou seja, o querer essa coletividade; o ter a consciência de sua "nacionalidade".


Isso não sou eu, Cláudia, falando ou inventando para vocês. Qualquer antropólogo, sociólogo ou outro estudioso das ciências sociais pode lhes confirmar. Mas lendo essas definições anteriores, você não pensa imediatamente na Nação Rubro-Negra? Não há melhor exemplo de Nação! Não somos a Nação apenas por sermos 33 milhões de apaixonados. Somos uma Nação porque temos o Flamengo em comum e assim o desejamos: queremos "gritar ao mundo inteiro a alegria de ser Rubro-Negro". Podemos ter vários endereços, várias culturas, falarmos diferentes idiomas ou sotaques, mas temos uma só história e a mesma tradição em comum: o Flamengo.


E fazemos mais do que simplesmente torcer pelo Flamengo. Comparecemos. Podemos ser organizados (são "só" 25 Torcidas Organizadas espalhadas peço mundo) ou não, mas comparecemos. Temos o recorde mundial de público em uma partida de futebol. Temos 7 dos 10 maiores públicos do Campeonato Brasileiro. Temos os 10 maiores recordes de público do Campeonato Carioca. A torcida do Flamengo não tem apenas o recorde de público entre times no Maracanã, mas a Nação tem o recorde de público em outros 13 estádios com capacidade para mais de 20 mil pessoas espalhados pelo país. Estão entendendo onde eu quero chegar? Mesmo em 2001 que, salvo o Tri no Carioca, foi um ano pavoroso, tivemos a maior média de público do campeonato. Entre 2004 e 2006 ficamos entre o 15º e o 11º lugar. O que esperar de 2007? Nada. E tudo. A Nação se fez presente e o Mengão arrebentou estarrecendo a imprensa - que já o considerava praticamente rebaixado - ao terminar a temporada em 3º lugar. Esta atuação da verdadeira e única camisa 12 do mundo rendeu à Nação o título de Patrimônio Cultural da Cidade do Rio de Janeiro.


Percebem? Nós temos o poder de fazer acontecer! Há quem repita religiosamente que "torcida não ganha jogo" mas ninguém é louco de subestimar nosso poder. Somos visados, invejados, atacados por gentinha que adora focar em um jogo ou misturar competições, fabricando verdades convenientes simplesmente porque o nosso amor é maior do que o deles ou de qualquer outro. Não somos uma torcida qualquer. Somos A Nação. Aqui não tem lugar para quem só aparece quando o time está cima para tirar o cheiro de naftalina da camisa. Aqui só tem quem respeita a história e a tradição do MAIOR CLUBE DE TODOS OS TEMPOS. Percebe a diferença?



Cá estamos nós, mais uma vez com o coração na mão. Uma sequencia de resultados ruins em 7 partidas, quebrada apenas por uma magra vitória sobre o Ceará definitivamente não é nada animador. Mas precisamos nos comportar de acordo com a grandeza que representamos. Não somos como aqueles pobre coitados que não tem do que se orgulhar e invertem as faixas ou viram as costas para o time na primeira bola perdida. Somos maiores que isso. E se quisermos continuar a ser o principal Patrimônio do Flamengo, temos que agir com a nobreza que tal título nos impõe. Cantemos "Flamengo eu sempre hei de ser" como está no hino e, nesse caso, SEMPRE DEVE SER TODO DIA. Simples assim.


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Para o Rubro-Negro, todo dia é Dia do Amigo

É fácil definir amizade: relacionamento entre duas pessoas, com ou sem laços românticos ou familiares, que envolve conhecimento mútuo, afeição, lealdade e altruísmo. Uma definido completa, quase retirada de um artigo científico. Para mim é mais simples: amigo é um irmão que você teve a honra de escolher, alguém que está ali ao seu lado e por quem você é capaz de dar a vida se for necessário. Não importa a quantidade, um só amigo já vale para abrilhantar nossa vida. E, além dos amigos de escola, da faculdade, da rua, do trabalho, olhamos para o lado e vemos que também fizemos amigos graças ao Flamengo.


Os leitores mais antigos do blog sabem que somos, Vivi Mariano e eu, apenas as caçulinhas aqui na família Magia Rubro-Negra. Cheguei aqui há menos de seis meses e fui recebida com todo carinho por todos da equipe. Por conta da distância geográfica eu quase não os encontro. Mas já sinto por cada um deles um carinho enorme e incondicional – digno dos meus amigos de longa data – que só se explica se misturarmos nossa paixão pelo Flamengo nessa equação. É muito mais do que senso de cooperação em torno de um interesse em comum. A exaltação ao Flamengo e à Nação nutrem o respeito e a admiração mútuos e aumentam nossa essa amizade a cada projeto, a cada ideia, a cada texto publicado. E esse sentimento é tanto que não conseguimos segurar só entre a gente. Precisamos conhecer os leitores, parceiros e demais blogueiros, ver seus rostos no “Sorria”, apertar suas mãos no #NacaoTwitter, enfim, dar um abraço fraterno, apertado e emocionado em cada um de vocês que divide conosco a alegria de ser rubro-negro.


Por isso é tão fácil entender o sucesso de iniciativas como o #NacaoTwitter: porque para o rubro-negro, o Dia do Amigo é todo dia! Nosso coração é enorme e cabe toda uma Nação. É só chegar de peito aberto que já vira irmão, amigo de infância. E é com ele que rimos, choramos, sofremos, rezamos, xingamos e festejamos. E quando o nosso Flamengo extrapola o entrosamento e reflete dentro de campo as amizades que promove desde as divisões de base, aí é pura Magia! Não tem para ninguém. Deveria vir acompanhada de um aviso de um ministério qualquer: amizade rubro-negra faz mal para o adversário.


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.