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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Mais um final...

Eu bem que estava já me preparando para encher este espaço (e a paciência de vocês) depois do período turbulento que passei nos últimos 2 meses, mas não vai rolar. Como o Jefferson já colocou, este espaço será desativado em breve e, assim, teremos que destilar nossa flamenguice por outras bandas.

Nesse período de férias e pré-temporada é quando mais gosto de falar do Flamengo. É o exercício do rubronegrismo em sua forma mais pura, compartilhando casos, fatos, contos de arquibancada, memórias, histórias e estórias. Tratar apenas da paixão que nos enche o peito. Assim, como só o que posso fazer pelo nosso Mengão (pelo menos agora) é me esforçar com as letras, seguirei fazendo isso no Bola Pra Quem Sabe e no twitter, respondendo pela alcunha de @claudiasimas. Será um enorme prazer revê-los por lá

Por ora, me resta agradecer a acolhida e a companhia de todos e principalmente ao Jefferson, que segurou a onda do Blog no momento mais difícil da minha vida. Desejo a todos um Natal maravilhoso e um 2012 fantástico.

Como um pequeno presente de despedida, deixo vocês com um trecho de uma de minhas crônicas preferidas de José Lins do Rego.

"O Flamengo, como todos os clubes desta cidade, é um elemento de preparação do espírito nacional. E mais do que qualquer um vive, por todos os recantos do Brasil, nos entusiasmos de seus adeptos que são uma verdadeira legião.

Se há um clube nacional, este será o Flamengo, criação do mais legítimo espírito de brasilidade. Flamengos são brasileiros de todas as cores, de todas as classes, de todas as posições. Flamengo é o senhor Eurico Gaspar Dutra, é o senhor Nereu Ramos, é o senhor Juraci Magalhães, é o meu rapaz do jornal, é o meu apanhador de bolas de tênis, é o Grande Otelo, é o pintor Portinari, é o Brasil de todos os partidos."


Foi uma grande honra e um enorme privilégio compartilhar este espaço com vocês.

Um grande abraço e até breve!
 
Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Fim de temporada



Há uma semana o céu ficou mais rubro-negro. Depois de um mês de intensa luta contra uma pneumonia e suas subsequentes complicações, quis o bom Deus que minha mãe deixasse esse mundo e o fizesse companhia. A bandeira vermelha e preta, com o símbolo do Remo, emoldurada da sala de estar em Duque de Caxias, objeto de desejo de tantos visitantes, agora é oficial e um tanto dolorosamente minha. O coração está triste, a saudade já toma conta e sigo fazendo uma força hercúlea para tocar a vida. E é justamente esse processo de retomada, que me traz hoje aqui. 

Comecei o ano de 2011 assinando todo texto meu com a frase "2011 é tudo nosso". Esqueci de combinar isso com o pofexô que, humilde, só queria a vaga na Liberta. Se uma palavra resume esse ano é irregularidade. Todo o potencial de um time de milhões foi vergonhosamente subutilizado dentro e fora dos campos. Transformou-se num time que no decorrer do ano retribuiu a minha confiança e a da Nação com uma junção infeliz de fatores: falta de compromisso dos jogadores, arrogância do treinador e comissão técnica e omissão da diretoria. Vimos apresentações desastrosas em vários níveis, com raríssimas demonstrações de razoável futebol. Correria desorganizada de uns, apatia de outros, equívocos no posicionamento e um excesso inexplicável e inaceitável de passes errados. E assim, o elenco que no papel tirou o sono de muito adversário Brasil afora, acabou por ambicionar apenas a vaga para o torneio continental. 

Na véspera da última rodada, ainda sem a certeza da vaga na Libertadores, somos coadjuvantes na disputa do título. Dependendo do jogo dos paulistas, podemos até ser promovidos a antagonistas nessa novela, mas isso é tudo o que podemos ser: um mero antagonista. O que espero para amanhã? Que façamos nossa parte como Flamengo que somos. Porque os elencos, comissões e diretorias passam mas o Flamengo fica. Amanhã, alguém entra para a história como novo pentacampeão. Queria ver amanhã em campo o Flamengo rolo-compressor, alheio a pontos, a tabela, a possibilidades e interessado apenas em mostrar que, coadjuvante ou antagonista, quem manda no Engenhão é o rubro-negro e o Campeonato Brasileiro e 2011 não vai se concluir sem a participação do nosso Mengão. 

Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Abrindo o coração

Do pouco que vi do barulho por conta desta entrevista do Zico, parece até que só agora tomamos conhecimento das mágoas do Galinho com o Flamengo. Convicções, clichês e frases feitas internet afora que tanto condenam quanto absolvem o ídolo. Ele abriu o coração (novamente) e aproveito o espaço para também abrir (pela primeira vez sobre esse assunto) o meu. Se por algum acaso do destino alguém não sabe do que estou falando, é só dar uma olhada aqui.


É claro que fiquei injuriada com a saída do Zico do Flamengo. Na verdade, segundo minhas próprias palavras na época, fiquei triste, frustrada e envergonhada. Não sei bem em que momento meus sentimentos em relação a este episódio acabaram ficando um pouco diferentes. A gente sempre sabe o que esperar (e o que não esperar) dos dirigentes de um clube. Por isso, de acordo com as ações e decisões de cada um, ficamos felizes ou revoltados, mas nunca decepcionados. Mas confesso que rolou uma ponta de decepção com meu ídolo, sim. E tenho os meus motivos (enfatizando: meus motivos, minha opinião, nenhuma verdade absoluta nisso, ok?).

O Flamengo é dirigido por pessoas. Não foi o Flamengo, toda a sua história, o seu futuro e sua torcida, que o “injuriou” e, sim, algumas pessoas dentro do Flamengo. Mas o tempo passou e nada de ações judiciais de nenhuma das partes (hoje, pelo que sei, nada se tem além de um inquérito interno). Acredito nele e na sua palavra, mas não concordo com esse abafa. Por que o Galo nunca entrou de fato com o processo que prometeu entrar contra aqueles que provocaram a situação? Por que ele não foi o primeiro a querer acabar de vez com a credibilidade daqueles que provocaram toda uma situação até hoje indigesta para todos os que amam o Clube? Por que ele preferiu ficar no “disse-não-disse” e desde então, toda vez que perguntado sobre o assunto, volta (como hoje) com o papo do “desconfiaram da minha idoneidade”? Aqui de fora, tudo o que posso fazer é torcer pelo fim da palhaçada e, principalmente pela transparência: que alguém lá dentro esbraveje “quem falou? cadê provas? mentiu, tá fora!” e tal. Ele poderia ter feito a diferença que nós aqui de fora só podemos, repito, torcer para acontecer. No fim muitos perderam : Zico, os de bom coração dentro da Gávea (sim, eles existem!) e nós, torcedores.

Que droga! Sempre que essa celeuma volta à tona, fico eu aqui me remoendo em culpas porque entendo a mágoa do Galo mas esperava mais dele em sua reação. Vivo repetindo o que ele próprio sempre repetiu: o Flamengo deve estar acima de tudo. É claro que, para mim é muito fácil falar: sou apenas uma torcedora e ninguém nunca me enfiou o dedo na cara fazendo acusações estapafúrdias que envolviam família e projetos de vida. Mas poxa, se ele, o principal interessado, optou por deixar o assunto assim, mal contado, então acabou. E se a sua mágoa (sigo usando essa expressão pois acredito mesmo que seu amor pelo Flamengo não acabou ali) com “o Clube” é tamanha para que ele não queria mais sequer pisar lá, não ver os jogos, beleza. Só tenho minhas dúvidas do quanto essa postura é definitiva principalmente porque, diferente dele, muita gente hoje dentro do clube não vai durar 40 anos por lá e por isso fico pensando no quanto declarações como as de hoje são desnecessárias uma vez que nada de novo acrescentaram à situação.

Concluindo, guardo uma pontinha de decepção porque descobri meu ídolo mais humano do que eu gostaria de admitir e isso é, obviamente, problema meu, não dele. E por isso sigo na torcida: para que passe a mágoa do Galo, com o passar das pessoas ou, na pior das hipóteses, com o passar do tempo. Um amor lindo assim merece outro final. Não esse.

Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.

sábado, 10 de setembro de 2011

A arte de torcer na adversidade

Antes de mais nada, tenho que me desculpar com todos vocês, e com o Jefferson também, pelo sumiço. Às vezes a vida não colabora com nossos planos e fica complicado cumprir alguns compromissos. Na verdade, poucas coisas justificam o não cumprimento de um compromisso, mas só o que posso fazer agora é tentar retomar a regularidade e seguir com a vida.

Nessas quase duas semanas de ausência, apenas vi os jogos. Não acompanhei matérias, bastidores, entrevistas, mesas-redondas, nada além dos jogos. E o que vi obviamente não foi nada animador. Foi doloroso, revoltante até. E não sei se há explicação para esse aproveitamento pífio de 3 pontos em 21 disputados. Mas faz me rir o adversário que dorme aliviado com esse prognóstico: com toda essa “tragédia” o rubro-negro está em quinto lugar, a sete pontos do líder em plena 22a. rodada. Nossa, que tragédia! Pensam eles que desistimos do título? Nem um pouco.

A situação não está fácil, nunca neguei. Mas quem achou que seria fácil? O tal Mar da Tranquilidade até existe, mas só os astronautas têm permissão para conhecê-lo. Enquanto isso por aqui, só dureza. Só pauleira. Para retomar o caminho do acerto, primeiro o time tem que retormar o brilho, o encantamento, a alegria de jogar. E é só nesse fundamento que nós aqui de fora podemos ajudar, ao não permitir o arrefecer da nossa vontade, da nossa torcida. Torcer com o time ganhando, invicto e tal, é mole. Torcer agora, na adversidade é que faz a diferença. Arte essa dominada com maestria pela Nação Rubro Negra, sem campanhas, sem promoções, sem a apelação títpica dos menores incapazes de mobilizar tal paixão.
Estava com saudades daqui... =D

Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Entreturnos

Mesmo após a conquista invicta e antecipada do Campeonato Carioca poucos - além obviamente da Nação Rubro-Negra - levavam fé de que o Mengão faria uma boa campanha no Brasileirão. Frente aos demais clubes, nossos reforços pareciam duvidosos e muita gente apostou que seríamos o cavalo paraguaio da temporada. Chegamos ao fim do primeiro turno e, para a decepção ou desespero de muitos, estamos na disputa ponto a ponto pela liderança do Brasileirão. Na fotografia desta virada para o returno, como apenas uma derrota em 19 jogos, é nosso o melhor ataque (somos o único clube a ter 2 nomes na artilharia a marcarem mais de 8 gols) e o melhor saldo de gols.

Estamos felizes? Pela lógica, deveríamos estar mais felizes do que os torcedores de, no mínimo, 18 outros clubes brasileiros, mas de fato, exigentes como somos, a sensação geral é de insatisfação. E dá para condenar os insatisfeitos? Primeiro, porque queremos vitórias, queremos show, queremos evolução, a cada treino e a cada jogo e, segundo, porque se fizemos tudo isso com uma zaga capenga e um ataque de oficio desacreditado, o que poderíamos estar fazendo com um time (no todo) mais arrumado? Certamente estaríamos confeccionando faixas de “Hepta Invicto”.

No início do campeonato a comissão técnica estabeleceu a meta de 7 pontos a cada 3 jogos. Hoje estamos com mais de 10 pontos de defasagem e aparentemente a própria comissão técnica ainda não ligou sequer o sinal amarelo. Tivemos um pico de produtividade, entre a 12a. e a 15a. rodada para logo em seguida encarar a atual e pior sequência da campanha, com 3 pontos em 4 jogos. Em algum momento nestes últimos 4 jogos, nossa maior força se desfez: o toque de bola no meio de campo. Acho que seria simplificar demais assumir que esses últimos 4 adversários apenas adiantaram a marcação. Sim, é claro que houve mérito dos adversários, mas houve também muito demérito nosso.

Além dos 4 pontos cedidos para o Bahia e Atlético PR no início do turno, fazem falta agora os 2 pontos do empate infantil contra o Figueira. Também não dá para encerrar o turno e não falar das lambanças do Wellington, dos gols não feitos pelo Deivid, do redimento abaixo do esperado do Léo Moura e do excesso de cartões infantis que levamos e que nos desfalca com frequência. Como eu disse assim que cheguei neste espaço, acredito sim que o time está fechado, muito provavelmente até o fim do ano e eu estou fechada com eles. Sigo achando que temos que continuar a fazer a diferença aqui do lado de fora e confiar que o Luxemburgo vai colocar os interesses do Mengão acima de tudo, como tem que ser.

Em compensação também não posso deixar de falar da grata surpresa de ter um garoto como o Luiz Antonio encarando a responsabilidade sem titubear, da serenidade de Renato Abreu que muitos acreditavam que frequentaria mais o banco do que a titularidade mas que tornou-se indispensável para os esquemas do Luxa, do gigantismo de Junior Cesar, e – e óbvio - do retorno Jedi de Ronaldinho Gaúcho entortando marcadores por esse Brasil afora e decepcionando toda uma gama de experts em futebol que achavam que o dentuço chegaria apenas para vender camisa, cumprir tabela e encerrar a carreira.

O que espero do segundo turno? A mesma coisa que esperava do primeiro:
• Seriedade – a gente tenta ser humilde mas não consegue, já flamengava Bussunda. Mas em nenhum momento teve salto alto neste primeiro turno, nem dos jogadores, nem da comissão técnica. Deixaram a fanfarronice para a Nação e nossa parte estamos voltando a fazer.
• Raça – quero ver em campo o tempo todo o Flamengo que jogou contra o Santos, que não perdeu a cabeça com um placar adverso e manteve seu esquema de jogo. Raça para, se necessário, jogar com 10 contra um dos times “sensação” e não deixá-los marcar apesar da chuva de escanteios e bolas aéreas – teoricamente, nossa maior fraqueza.
• Compromentimento – ou alguém viu assuntos do Mengão fora das páginas de esportes nessa temporada?
• Não abusar da sorte – É a única "postura" (não achei palavra melhor) que precisa ser mudada. Não dá pra cumprir os três requisitos aqui de cima e não aproveitar as molezinhas que a sorte nos dá. Cada derrapada do atual lider tem sido acompanhada por uma derrapada nossa. Bora mudar isso?

Tenho plena ciência dos problemas que temos ainda a resolver e total confiança de que somos capazes de virar essa curva para a ascendente novamente. Há muito trabalho a ser feito e sabemos perfeitamente como fazê-lo. O resultado aparecerá muito em breve, podem apostar. E que a força esteja conosco.

Em tempo: Engrosso a corrente e a torcida pela pronta recuperação do Ricardo Gomes! Força aí, moço! 
Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.

domingo, 28 de agosto de 2011

Sou mais o Mengão!


Parece que chega o Natal, mas não chega a hora do jogo. Aparentemente, este vai ser um dos domingos mais longos já registrados. Eu estou pilhadaça com esse jogo de hoje. Acho que todos estamos. Eu poderia aqui citar momentos históricos, gols antológicos, apresentar retrospectos que serão sempre questionados com o previsível argumento da suposta onipresente Fla-Press, mas acho que seria encher muito a bola da caravela remendada. Passo.
Aí vocês me perguntam: "ué, Cláudia, mas então qual é dessa pilha toda?" Bom, eu lhes respondo: eu estaria nessa pilha independente do adversário. Porque estou sentindo o grupo fortalecido e motivado. À despeito dos conhecidos problemas que sempre debatemos aqui, ali e acolá, o mandante deste clássico se mostra dono da situação. Não existe essa de campeão de primeiro turno e não existe campeonato particular. Ou seja, não existe fanfarronice. Nos reinos da Gávea impera a serenidade e seriedade: o objetivo é embolsar mais estes três pontinhos e seguir a vida rumo ao Hepta.
Num puro exercício de futurologia: digo que os caras vão pirar na marcação do Ronaldinho. Por isso, se Luxemburgo eu fosse, em vez do Botti, eu colocaria o Negueba ao lado do dentuço para aproveitar o espaço deixado pelos 2 marcadores que certamente estarão grudados no moço. Assim vai rolar uma molezinha pro Deivid também, que vai ter tudo para ganhar uma moral com a Nação. O restante do exercício de futurologia não é nenhuma novidade: a nossa zaga vai dar uns sustos mas o adversário, no fim das contas, não vai aguentar a pressão, afinal eles só pensam nisso: para eles existe o tal "campeonato particular" desde sempre.
A imprensa está tratando esse jogo como uma espécie de tira-teima do tal equilíbrio entre as duas equipes. Se há tal equilíbrio, eu sinceramente não vejo, mas nós já saímos na frente esgotando os ingressos no segundo dia de vendas. Assim como o saudoso Henfil já sabia há anos, nós sabemos fazer a diferença:

Em tempo: 
1. Mil perdões pela demora na postagem. Este últimos dias foram um tanto corridos e acabei não dando conta de antecipar a postagem para o jogo do fim de semana.
2. Parabéns aos rubro-negros do Flamanolos pelo primeiro aniversário do Blog! Sou fã. ;o) 
Hoje, ainda mais, sou mais o Mengão!
Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Sai Uruca (mais uma)!


Lá vamos nós de volta à Sulamericana! Mais noventa minutos de experimentos do pofexô. Thiago e Airton estão fora e Léo Moura e Junior Cesar ganham folga, ou melhor, serão poupados. Junior Cesar sentiu a coxa ainda em campo contra o Inter mas o Léo Moura eu não faço ideia se é folga, castigo, exame de próstata ou batizado da vó do cunhado da prima da mãe dele. Não sou de polemizar, mas estou com muito menos paciência com o moicano tremendo vacilão do que com o Deivid. Mas volto nesse assunto no próximo post. Foco no furacão, Cláudia. Então, como no primeiro jogo, Ronaldinho fica no banco devendo entrar no segundo tempo, Gustavo, Alex Silva e Jael entram como titulares num provável 4-4-2 basicão.
De qualquer forma, seja por questões estratégicas ou circunstanciais, o fato é que não teremos "força total" hoje em Curitiba. Não que eu não confie no time misto, mas é o grupo titular que entrosado, embalado, vem - no mínimo - impondo respeito. Mas uma hora o povo tem que jogar pra ganhar ritmo e confiança, certo? Por isso estou muito inclinada a acreditar nessa galera que está aí querendo muito mostrar serviço. E mais: acho que a tal vantagem de jogar pelo empate cai por terra quando se joga na Arena da Baixada. Esse estádio tem escudo de proteção que faz inveja ao departamento de Estado norte-americano. Ô lugarzinho mais urucubacado esse! Ok, antes que vocês me cornetem, eu mesma me respondo: dizer que é urucubaca é simplificar demais a coisa, é dar desculpa pra incompetência. Sim, eu sei. Não deixa de ser. Mas lembro também que estamos em plena temporada de extermínio aos tabus e similares. Logo, se é assim que tem que ser, vai ser na Arena que carimbaremos a classificação.
Como venho dizendo sempre: sou mais o Mengão!

Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido. 

sábado, 20 de agosto de 2011

Às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais!

Todo mundo já remoeu a derrota. Não vou aqui ficar batendo no assunto como especialista porque se o fosse estaria ganhando algum com minha tal sabedoria. Na verdade, essa derrota não me deixou preocupada. Nem um pouquinho preocupada. Para mim não foi nenhuma tragédia, nenhum divisor de águas e nem tampouco sintoma de crise ou prenúncio de derroacada. O time esteve uma bosta mas ele não é uma bosta. É como diz a música: "às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais". A bronca já passou, meu Mengão. Volta lá e mostra quem manda!


Agora é foco no Inter (sem essa de time reserva). E hoje foram confirmadas as ausências do Airton, por algumas semanas, e do Thiago Neves, por tempo indeterminado. Isso sim me preocupa. Indenpendente do esquema de jogo adotado pelo Luxa, alguns pilares nunca mudaram: Ronaldinho, Thiago Neves, Willians e Renato Abreu. Quando um desses está fora, a coisa fica apenas incoveniente, mas quando dois ou mais se ausentam, a coisa fica preocupante. Essa é a base da equipe, o quarteto que inspira segurança.


Obviamente sentiremos a falta do Thiago. O problema é que já estamos sentindo a faltaa do Thiago há semanas porque o moço não vem rendendo. Ele fez a diferença desde a sua chegada justamente por seu preparo físico e habilidade. Ele "engrenou" muito mais rapidamente do que o Ronaldinho e conquistou a (ressabiada) Nação de primeira mas, de uns tempos pra cá, ele desacelerou. Não estou bem certa se ele cansou ou se ele se desmotivou com seu corte da seleção. Como há males que vem pra bem, que ele descanse e volte inteiro para o segundo turno e a Sulamericana.


Bom, não preciso lembrar que faltam só dois jogos para o fim do primeiro turno e depois disso, o bicho pega pra valer. E aqui faço coro com o leirtor Zicao-CRF: a Nação precisa comparecer! A gente sabe que o Engenhão é desconfortável, longe do gramado, contramão, que jogo no meio da semana é tarde, mas sem a Camisa 12, o Flamengo não é mesmo. Se com 7 mil no Engenhão já fizemos isso, imaginem com 50 mil (imagens do @leomagamon do Magia Rubro Negra):


[youtube http://www.youtube.com/watch?v=4A3Cg6YPi64] 


Em tempo: hoje acontece mais uma edição do Chopp da Nação, um encontro organizado pelas rubro-negríssimas Cida e Leninha lá no Bar dos Chico's, pertinho do Maracanã. Blogueiros, twitteiros e muita gente legal por lá, trocando ideias a partir das 14h e assistindo o jogo em FLAmília, como dizem com orgulho as anfitriãs. Tá de bobeira, aparece lá: Bar dos Chico's - Rua General Canabarro, 119 - Tijuca/Maracanã.


 


Em tempo: o título do post foi inspirado num tweet do Marcelo Espíndola, momentos após o fim do jogo de quinta, ou melhor, na quinta.


Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Só o Mengão importa!

Minha intenção inicial era aparecer por aqui ontem à noite. A conexão não ajudou muito e bateu aquela dor de cabeça de sono e cansaço. Em vez de arriscar falar besteira só pra dizer que postei, resolvi adiar para o horário de almoço de hoje. Já aviso logo que hoje estou menos paz-e-amor do que vocês têm me visto por aqui. Dando uma circulada internet afora agora pela manhã, percebi muito torcedor mexido ou insatisfeito com a rodada de ontem. Sinceramente não entendi muito bem essa reação. O que mais li/ouvi por aí foi um tal de “não foi uma boa rodada”. Cara, não entendi nada! Como assim, primeiro, se a rodada não acabou e, segundo, se o único time que importa ainda não entrou em campo?! Ah, já sei, só se foi pro cartolafc de cada um...


Na boa, alguém realmente contava com "a ajuda" de um timeco comandado pelo Cuca? Me poupem, gente! Mas contar que o resultado do garnizé, que só faz cacarejar há 39 anos, interferisse no resultado de quem esta no alto da tabela é pura perda de tempo e de energia. Ou melhor, ficar contando com o resultado alheio, minha gente, não é coisa nossa. Uma hora, todos tropeçam, e bola mesmo quem está jogando é o nosso Mengão! Podemos secar, torcer contra, beleza, é divertido. Mas não gastem energia com isso não: só o Mengão importa! Eles é que adoram perder o sono fazendo nossas contas, não o contrário.



E, mudando de assunto, agora há pouco se deu o inevitável: Ronaldinho Gaúcho está de volta à seleção, ou melhor, ao time da CBF. Foi-se o tempo em que a camisa canarinho arrebatava minha atenção e até (um pedaço do) meu coração. Tornou-se um ajuntado de jogadores que mal conheço, para não dizer uma creche de garotos superestimados. E o técnico gambá – que se alguma sabedoria ou competência tivesse não seria gambá – mais uma vez mostrou a que veio: o populismo e o bairrismo. Mas o que vocês esperavam dele? Desde o início o que o “povo” – ou a imprensa – pediam dele, ele atendeu. Não tem personalidade. Para fazer contraponto com seu antecessor, optou por ser o bom moço. Porque seria diferente agora? Ah, o clamor "popular"!...


Sinceramente, com a corda no pescoço do jeito que está, ele seria burro se não convocasse nossa estrela. Salvo a quantidade de cartões amarelos, os números do Gaúcho são excelentes. Todos de olho e, se ele não o convoca e paga outro mico, adeus salário no fim do mês. Trata-se de sobrevivência, nenhuma relação com o jogo do dia sete de setembro. Acho mesmo que a seleção não deveria ser prioridade sobre os clubes porque a paixão pelo futebol é, antes de mais nada, de origem clubística. Mas hoje não há nada a ser feito. Se o jogador é convocado, ele tem que ir. Paciência. Um outro lado da questão – e que é de conhecimento de todos – é que um fator determinante para a volta de Ronaldinho Gaúcho ao Brasil foi justamente sua vontade de voltar á seleção. E o Flamengo fez e faz parte da sua estratégia chegar lá. Não dá para negar (mesmo que não concordemos, afinal o Flamengo deve estar sempre acima de tudo) que essa é uma das principais motivações para o desempenho do dentuço na temporada. Ou vocês acham mesmo que é só puro amor?


Só sei que O Mais Querido sempre cedeu jogadores para a “antiga” Seleção Brasileira, atual time da CBF. Na verdade, somos o clube que mais cedeu jogadores à seleção em jogos oficiais e não oficiais. Tenho certeza de que vamos tirar esse “desfalque” de letra. Não vou entrar no mérito das teorias conspiratórias, cada um que eleja a sua preferida. Hoje temos é que pensar no genérico goianiense e despachar mais esse pro fundo da tabela. Vamos dar as boas vindas (finalmente!) ao Pirulito e partir com tudo (apesar da escalação com três zagueiros) pra cima desse rubro-negro de meia tigela.


Finalizando, cada capítulo que, a princípio, parece adverso, só me deixa mais certeza de que o Hepta virá. E com mérito todo nosso.


Sou mais o Mengão!


Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.

domingo, 14 de agosto de 2011

Perdemos o foco

Antes de falar do jogo contra o Figueira, primeiro eu preciso agradecer a todos os leitores e leitoras do blog pela força e pelo carinho com que eu tenho sido tratada por aqui. Acho até que posso falar pelo Jefferson também. Este espaço é realmente especial, como tudo o que se refere aO Mais Querido, e cada comentário de vocês me tem servido de inspiração para escrever mais e melhor.


Falar do jogo de hoje está se mostrando mais complicado do que eu imaginava. Eu confesso que não estava muito intimidada pelo bom retrospecto recente do Figueirense e já contava com estes 3 pontos na nossa conta. E também acho que a equipe em si não entrou em campo com esse pensamento. Não ganhamos o jogo de hoje, não pelo pecado do “salto alto” ou porque não jogamos bem, mas porque nos deixamos envolver por adversário bem organizado que usava a mesma arma que temos usado nessa vitoriosa temporada: a posse de bola. Um artífício que o Figueira usou e abusou hoje foi a inversão de jogadas - recurso que eu acho subutilizado pelo Mengão - dificultando bastante a marcação e expondo o cansaço da nossa equipe.


Enquanto eles eram eficazes, nós éramos eficientes. Nosso primeiro gol foi lindo, começando e terminando com Deivid, passando por Thiago Neves, Ronaldinho e Léo Moura. Também foi o Deivid que, na dúvida se seria ou não gol olímpico do Gaúcho, entrou com bola e tudo para garantir um placar confortável com apenas 6 minutos do segundo tempo. Não retrancamos, não nos acomodamos, mas subestimanos o adversário até então ineficiente. Assim como habilidades individuais fazem a diferença para uma vitória, erros individuais também podem ser fatais. Hoje erraram Angelim e Felipe, respectivamente no primeiro e no segundo gol. E erraram muito os jogadores que perderam a cabeça reclamando do juiz em vez de jogar bola. O cara já começou errado ignorando dois lances seguidos no início da partida: a agressividade do Túlio na falta sobre o Thiago Neves e a falta assintosa recebida pelo Renato Abreu. Se era notória a predisposição do indivíduo para amarelar qualquer rubro-negro que chegasse perto dele, cada nova insistência de argumentação era, além de previsível e obviamente infrutífera, também improdutiva porque gerava uma inútil sensação de frustração ainda com a partida em curso o que certamente tirou o foco da equipe.


Assim, de prima, o empate cedido desceu amargo pra mim porque poderíamos ter superado a organização do Figueira se não tívéssemos perdido o foco culpando as lambanças da arbritragem. Fica mais essa lição a ser aprendida. Mas seguimos no topo com uma vitória de desvantagem, único invicto, melhor ataque e o artilheiro e o vice-artilheiro do Campeonato. Ainda somos a referência, o time a ser batido. Sigo confiante de que estamos no caminho certo e que precisamos mais do que nunca trabalhar com inteligência porque os adversários estão de olho nas nossas deficiências e certamente vão atacá-las assim que dermos abertura para isso. Mas eu sou mais o Mengão! Sempre! E um dos motivos está na foto a seguir. Quem mais no mundo tem esse poder?




[caption id="attachment_353" align="aligncenter" width="300" caption="Foto: globo.com"][/caption]

Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

A tal “Segundona” das Américas

Sorrisão no rosto típico de quem não vê ninguém na sua frente. É muito bom curtir a liderança e de quebra assistir de camarote VIP os pega-pá-capá entre os torcedores menos afortunados que não se decidem entre culpar o juiz, o próprio técnico, o gramado, a tabela, o tempo ou o zodíaco por seu infortúnio. Não vou bancar a chata e cortar o barato repetindo o discurso da humildade ou que ainda estamos no primeiro turno e tal. Curte aí, que tá valendo!


Hoje eu quero dar um pouquinho de atenção à iminente Copa Sulamerica 2011. Herdeira de louros já celebrados por competições do naipe da antiga Copa Conmebol, a Supercopa, a Copa Mercosul/Merconorte, aquela que conhecemos hoje simplesmente como Copa Patrocinador da vez Sulamericana perde em prestígio apenas para a badalada Libertadores da América. O vencedor da Sulamericana disputa a Recopa (contra o campeão da LA do ano anterior) e ganha passagem direta para a Libertadores do ano seguinte.


Eu sou dessas que pensa que, se o título está em disputa, o destino dele é a nossa sala de troféus. Se estamos na Sulamericana, porque não jogar sério e trazer o caneco para casa? O calendário sulamericano em geral é uma fanfarronice só, obrigando os clubes a cobrir a cabeça descobrindo os pés. Reza a lenda que nenhum clube brasileiro participou da primeira edição da moderna Sulamericana, por exemplo, justamente por incompatibilidade de calendários. Não conheço bem os outros calendários latino-americanos, mas aparentemente, los demás chicos América afora lidam muito bem com isso e todos bem que gostam de esnobar os brasileiros com a nossa não tão farta quantidade de títulos internacionais.


No que nos interessa, amanhã temos nossa estreia na edição 2011 desta “renegada” competição. Será nossa segunda chance de chegar à Libertadores 2012, claro objetivo da comissão técnica rubro-negra. Eu, como já disse no início do post, bem que gostaria desse título. É possível conciliar as duas jornadas paralelas? Já vínhamos jogando duas vezes por semana, então, teoricamente, é só manter o preparo físico, certo? Estou delirando tanto assim?


É sério, gente. Quero muito saber a opinião de vocês.


Nada me tira da cabeça que 2011 é o nosso ano. Sei que, acertando a nossa zaga, temos time para ganhar esses dois titulos e partir para um 2012 ainda mais vitorioso. Mas ó, guardem os galhinhos de arruda: vários seca-pimenteiras declarados resolveram render-se à grandeza do Mengão na temporada. Valha-nos São Judas e haja colírio light pra espantar tanto olho-gordo. Mas o Flamengo tem um amuleto só dele e, assim, não tem olho-gordo que faça frente: a Nação Rubro-Negra em ação. Para essa árdua missão dupla, só com a camisa 12 em campo.


E já que falei de 1999, vamos recordar?







[ATUALIZAÇÃO 15h35] Divulgada a lista com os 25 jogadores da Sulamericana no Site Oficial.

Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.

sábado, 6 de agosto de 2011

No Caminho Certo

Seja escrevendo por aí ou falando de Flamengo, tenho batido muito na tecla de que, já há algum tempo, tínhamos um time fechado e, assim, precisávamos parar de choramingar por novas contratações “de peso”. Pela minha teoria, algumas lacunas precisavam e foram preenchidas e faltava um ajuste aqui ou ali, na maioria das vezes de posicionamento, mas estávamos prontos para encarar o Brasileirão sem medo. Vou até mais longe: frente ao Flamengo 2011, em nenhum momento as contratações de outros clubes me tirou o sono. Confesso que meu discurso não condizia com meu soberbo subconsciente rubro-negro que pedia, sim, a vinda de um atacante pronto, renomado e espetacular, além de um zagueiro “xerifão” de respeito. O zagueiro (ao meu ver, a necessidade mais urgente) até veio a contento, mas quanto ao atacante, ficamos apenas com paliativos.


Uma vez feitos esses ajustes, e para não deixar nenhuma ponta solta, faltava ganhar confiança no banco de reservas. Me lembro o quanto se repetia exaustivamente durante a campanha do Hexa que o banco do Mengão impunha, no mínimo, muito respeito. Acho que, finda a janela de transferências, depois de sofrer com Fernando, vendo o fim da era Jean e reconhecendo a evolução do conjunto, parece que agora estamos chegando lá. Sem contar que ainda podemos lançar mão dos meninos da base que, vira e mexe, vêm integrando nossas delegações. E é claro que não posso deixar de destacar o fantástico desempenho do Luiz Antonio, que joga que nem gente grande e tem deixado a Nação bastante feliz.


Sim, mordi a língua várias vezes nessa temporada, principalmente no tocante ao “esquema tático estilo sopa de números” do Luxa. Mas ele provou ser robusto e eficiente. E a temporada segue agora com uma série de confrontos que me despertam bastante curiosidade por não saber que postura vamos assumir. Basta lembrar que ainda não engoli os quatro pontos perdidos contra o Bahia e contra o Atlético Paranaense. Para complicar um pouquinho mais, na quarta-feira já começa a Sulamericana o que vai obrigar a comissão técnica a tomar aquelas decisões de prioridades que nós, torcedores, nunca vamos consensuar. O fato é que precisamos manter o ritmo e o volume de jogo que conseguimos impor ao Santos e ao Grêmio. Acho que ganhamos do Cruzeiro “economizando futebol”, talvez até porque enfrentávamos um adversário sem combatividade. E, do fundo do coração, eu não gosto dessa tendência de variar o nível da ofensividade de acordo com o adversário. Assim, espero sinceramente que esse não seja um padrão de comportamento e sim um caso isolado já discutido e superado internamente. Não quero que facilitemos, só isso.


Pra terminar (porque se deixar fico aqui escrevendo por horas) acho que o time está bem focado e não tem se deixado contaminar pelo clima de oba-oba que assola a Nação. Torcida é assim mesmo. Pode torcer, tirar onda, cantar vitória ou especular o que bem entender (só peço encarecidamente que não saiam confeccionando faixas de “Hepta Invicto” porque eu sou muito supersticiosa). O time em si tem muito o que fazer, e deve manter a seriedade e a humildade para, no fim, fazer o que faz melhor: ser o Flamengo, o maior arrebatador de amor e ódio inveja do planeta.


E, invictos que somos, compartilho com vocês um poema da minha amiga Têtê, adaptado (ou inspirado) na tradução (livre) do poema Invictus, de William Ernest Henley.


 

Em tempo: Ouçam "Ronaldinho Carioca" na Rádio CBN.

Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Foram me chamar...

É com muita honra e com enorme prazer (além um indescritível frio na barriga) que me apresento para vocês. Meu nome é Cláudia Simas e, a partir de hoje, passo a fazer parte da nova dupla de titulares que vai dividir com vocês esse valioso espaço de puro rubro-negrismo. Adoro futebol e sou alucinadamente apaixonada pelo Flamengo desde que me entendo por gente. Na grande rede, vocês podem encontrar meus pitacos no Bola Pra Quem Sabe e nos arquivos Magia Rubro-Negra. Confesso que só de pensar em assumir este blog, por onde já figuraram ilustres rubro-negros como Clément Izard, Fábio Justtino e, mais recentemente, o próprio Luis Eduardo, me toma um calafrio que só perde em intensidade para aqueles que costumamos sentir às vésperas de final de campeonato.


Peço licença a vocês porque não posso iniciar mais essa empreitada em vermelho-e-preto sem falar do meu avô, o “Seu Beleza”, pai da minha mãe - que também é rubro-negra. E sempre que apresento meu avô eu pergunto: o que esperar de um sujeito com um apelido desses? Pedreiro, batalhador, patriarca apaixonado, avô carinhoso... Um figuraça, conhecido e respeitado por todos na vizinhança. Ele viu o primeiro Tri-Campeonato Carioca (42/43/44) com Mestre Ziza, Domingos da Guia e companhia. Também viu o segundo tri (53/54/55) com Zagallo e testemunhou a estréia do Galinho em 72. Com ele aprendi a amar esse clube, campeão na terra e no mar! Ele respirava Flamengo. Vivia o Flamengo. Sorria e chorava com o Flamengo num tempo em que o futebol era muito mais do que 11 marmanjos querendo ser exportados para a Europa ou para o Oriente. Com tanta flamenguice, não tinha como ser diferente: eu já era rubro-negra mesmo antes de nascer.


De lá pra cá, posso dizer sem medo de errar que cada episódio da história do Clube de Regatas do Flamengo acrescenta algo à minha própria história. Sei que é assim também para cada um de vocês. Afinal, temos o privilégio de torcer pelo Mais Querido e com isso, vivenciar todas as emoções e todo o orgulho que só ele nos oferece, dentro e fora dos gramados, quadras, piscinas e lagoas mundo afora. E se o rubro-negro normalmente já é sujeito orgulhoso, com esses últimos resultados quem é que segura esse povo a celebrar o futebol “raçudo” que tanto valorizamos? Difícil, hein.


Pois bem, já falei demais para esse primeiro encontro. O lance aqui não é falar de mim, e sim do Mengão! O clima é bom, o momento é excelente e tende a melhorar (com a chegada do Alex Silva à zaga), mas o pensamento agora está voltado para a tal raposa que, cá pra nós, já foi mais arisca. Se o elenco não entrar no oba-oba da torcida (que já esgotou sua fração de ingressos para o jogo de amanhã), o Mengão traça essa caça sem grandes dificuldades.



"Lutemos sempre com valor infindo
Ardentemente com denodo e fé
Que o teu futuro ainda será
Mais lindo,
Que o teu presente,
Que tão lindo é"
Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.