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terça-feira, 13 de setembro de 2011

Abrindo o coração

Do pouco que vi do barulho por conta desta entrevista do Zico, parece até que só agora tomamos conhecimento das mágoas do Galinho com o Flamengo. Convicções, clichês e frases feitas internet afora que tanto condenam quanto absolvem o ídolo. Ele abriu o coração (novamente) e aproveito o espaço para também abrir (pela primeira vez sobre esse assunto) o meu. Se por algum acaso do destino alguém não sabe do que estou falando, é só dar uma olhada aqui.


É claro que fiquei injuriada com a saída do Zico do Flamengo. Na verdade, segundo minhas próprias palavras na época, fiquei triste, frustrada e envergonhada. Não sei bem em que momento meus sentimentos em relação a este episódio acabaram ficando um pouco diferentes. A gente sempre sabe o que esperar (e o que não esperar) dos dirigentes de um clube. Por isso, de acordo com as ações e decisões de cada um, ficamos felizes ou revoltados, mas nunca decepcionados. Mas confesso que rolou uma ponta de decepção com meu ídolo, sim. E tenho os meus motivos (enfatizando: meus motivos, minha opinião, nenhuma verdade absoluta nisso, ok?).

O Flamengo é dirigido por pessoas. Não foi o Flamengo, toda a sua história, o seu futuro e sua torcida, que o “injuriou” e, sim, algumas pessoas dentro do Flamengo. Mas o tempo passou e nada de ações judiciais de nenhuma das partes (hoje, pelo que sei, nada se tem além de um inquérito interno). Acredito nele e na sua palavra, mas não concordo com esse abafa. Por que o Galo nunca entrou de fato com o processo que prometeu entrar contra aqueles que provocaram a situação? Por que ele não foi o primeiro a querer acabar de vez com a credibilidade daqueles que provocaram toda uma situação até hoje indigesta para todos os que amam o Clube? Por que ele preferiu ficar no “disse-não-disse” e desde então, toda vez que perguntado sobre o assunto, volta (como hoje) com o papo do “desconfiaram da minha idoneidade”? Aqui de fora, tudo o que posso fazer é torcer pelo fim da palhaçada e, principalmente pela transparência: que alguém lá dentro esbraveje “quem falou? cadê provas? mentiu, tá fora!” e tal. Ele poderia ter feito a diferença que nós aqui de fora só podemos, repito, torcer para acontecer. No fim muitos perderam : Zico, os de bom coração dentro da Gávea (sim, eles existem!) e nós, torcedores.

Que droga! Sempre que essa celeuma volta à tona, fico eu aqui me remoendo em culpas porque entendo a mágoa do Galo mas esperava mais dele em sua reação. Vivo repetindo o que ele próprio sempre repetiu: o Flamengo deve estar acima de tudo. É claro que, para mim é muito fácil falar: sou apenas uma torcedora e ninguém nunca me enfiou o dedo na cara fazendo acusações estapafúrdias que envolviam família e projetos de vida. Mas poxa, se ele, o principal interessado, optou por deixar o assunto assim, mal contado, então acabou. E se a sua mágoa (sigo usando essa expressão pois acredito mesmo que seu amor pelo Flamengo não acabou ali) com “o Clube” é tamanha para que ele não queria mais sequer pisar lá, não ver os jogos, beleza. Só tenho minhas dúvidas do quanto essa postura é definitiva principalmente porque, diferente dele, muita gente hoje dentro do clube não vai durar 40 anos por lá e por isso fico pensando no quanto declarações como as de hoje são desnecessárias uma vez que nada de novo acrescentaram à situação.

Concluindo, guardo uma pontinha de decepção porque descobri meu ídolo mais humano do que eu gostaria de admitir e isso é, obviamente, problema meu, não dele. E por isso sigo na torcida: para que passe a mágoa do Galo, com o passar das pessoas ou, na pior das hipóteses, com o passar do tempo. Um amor lindo assim merece outro final. Não esse.

Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Entreturnos

Mesmo após a conquista invicta e antecipada do Campeonato Carioca poucos - além obviamente da Nação Rubro-Negra - levavam fé de que o Mengão faria uma boa campanha no Brasileirão. Frente aos demais clubes, nossos reforços pareciam duvidosos e muita gente apostou que seríamos o cavalo paraguaio da temporada. Chegamos ao fim do primeiro turno e, para a decepção ou desespero de muitos, estamos na disputa ponto a ponto pela liderança do Brasileirão. Na fotografia desta virada para o returno, como apenas uma derrota em 19 jogos, é nosso o melhor ataque (somos o único clube a ter 2 nomes na artilharia a marcarem mais de 8 gols) e o melhor saldo de gols.

Estamos felizes? Pela lógica, deveríamos estar mais felizes do que os torcedores de, no mínimo, 18 outros clubes brasileiros, mas de fato, exigentes como somos, a sensação geral é de insatisfação. E dá para condenar os insatisfeitos? Primeiro, porque queremos vitórias, queremos show, queremos evolução, a cada treino e a cada jogo e, segundo, porque se fizemos tudo isso com uma zaga capenga e um ataque de oficio desacreditado, o que poderíamos estar fazendo com um time (no todo) mais arrumado? Certamente estaríamos confeccionando faixas de “Hepta Invicto”.

No início do campeonato a comissão técnica estabeleceu a meta de 7 pontos a cada 3 jogos. Hoje estamos com mais de 10 pontos de defasagem e aparentemente a própria comissão técnica ainda não ligou sequer o sinal amarelo. Tivemos um pico de produtividade, entre a 12a. e a 15a. rodada para logo em seguida encarar a atual e pior sequência da campanha, com 3 pontos em 4 jogos. Em algum momento nestes últimos 4 jogos, nossa maior força se desfez: o toque de bola no meio de campo. Acho que seria simplificar demais assumir que esses últimos 4 adversários apenas adiantaram a marcação. Sim, é claro que houve mérito dos adversários, mas houve também muito demérito nosso.

Além dos 4 pontos cedidos para o Bahia e Atlético PR no início do turno, fazem falta agora os 2 pontos do empate infantil contra o Figueira. Também não dá para encerrar o turno e não falar das lambanças do Wellington, dos gols não feitos pelo Deivid, do redimento abaixo do esperado do Léo Moura e do excesso de cartões infantis que levamos e que nos desfalca com frequência. Como eu disse assim que cheguei neste espaço, acredito sim que o time está fechado, muito provavelmente até o fim do ano e eu estou fechada com eles. Sigo achando que temos que continuar a fazer a diferença aqui do lado de fora e confiar que o Luxemburgo vai colocar os interesses do Mengão acima de tudo, como tem que ser.

Em compensação também não posso deixar de falar da grata surpresa de ter um garoto como o Luiz Antonio encarando a responsabilidade sem titubear, da serenidade de Renato Abreu que muitos acreditavam que frequentaria mais o banco do que a titularidade mas que tornou-se indispensável para os esquemas do Luxa, do gigantismo de Junior Cesar, e – e óbvio - do retorno Jedi de Ronaldinho Gaúcho entortando marcadores por esse Brasil afora e decepcionando toda uma gama de experts em futebol que achavam que o dentuço chegaria apenas para vender camisa, cumprir tabela e encerrar a carreira.

O que espero do segundo turno? A mesma coisa que esperava do primeiro:
• Seriedade – a gente tenta ser humilde mas não consegue, já flamengava Bussunda. Mas em nenhum momento teve salto alto neste primeiro turno, nem dos jogadores, nem da comissão técnica. Deixaram a fanfarronice para a Nação e nossa parte estamos voltando a fazer.
• Raça – quero ver em campo o tempo todo o Flamengo que jogou contra o Santos, que não perdeu a cabeça com um placar adverso e manteve seu esquema de jogo. Raça para, se necessário, jogar com 10 contra um dos times “sensação” e não deixá-los marcar apesar da chuva de escanteios e bolas aéreas – teoricamente, nossa maior fraqueza.
• Compromentimento – ou alguém viu assuntos do Mengão fora das páginas de esportes nessa temporada?
• Não abusar da sorte – É a única "postura" (não achei palavra melhor) que precisa ser mudada. Não dá pra cumprir os três requisitos aqui de cima e não aproveitar as molezinhas que a sorte nos dá. Cada derrapada do atual lider tem sido acompanhada por uma derrapada nossa. Bora mudar isso?

Tenho plena ciência dos problemas que temos ainda a resolver e total confiança de que somos capazes de virar essa curva para a ascendente novamente. Há muito trabalho a ser feito e sabemos perfeitamente como fazê-lo. O resultado aparecerá muito em breve, podem apostar. E que a força esteja conosco.

Em tempo: Engrosso a corrente e a torcida pela pronta recuperação do Ricardo Gomes! Força aí, moço! 
Nota: Publicado originalmente no O Mais Querido.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sacundindo a Poeira

A coisa tá complicada, minha gente. De desanimar até a mais otimista das Polyannas e transformar qualquer torcedor “malinha” em corneta, da categoria vuvuzela. Entretanto, além do rubronegrismo que nos enche o espírito, o que me inspira a sacudir a poeira, limpar os olhos e caçar a tal luz no fim do túnel é o circo pegando fogando que o resto do mundo quer ver no Mengão. “Não vai ser na minha gestão”, como costuma dizer uma amiga também rubro-negra.


Torcedores já pedem a cabeça do Luxa e especulam substitutos, disponíveis ou não. O estrategista realmente não consegue arrumar o time. Não está claro se ele quer ou não a vinda de reforços (e que reforços) ou mesmo se ele quer ou não resultados mais imediatos. Em evento na Gávea em maio, eu mesma o ouvi dizer que queria levar o Flamengo à Libertadores. Melhor, que era um objetivo pessoal seu conquistar a Libertadores com o seu time do coração. Para isso acontecer, meu senhor, é melhor definir a estratégia e partir para a execução. Algumas coisas não podem mesmo entrar na conta do Luxa (como a contusão do Maldonado, por exemplo) mas a lista do que entra na lista de responsabilidades do “pofexô” é bem maior.


Pra começar, a postura. Um técnico não pode tirar o seu da reta. Se ele não puxa a responsablidade para si, perde a confiança do torcedor (e de omisso para se “burro” das arquibancadas é um suspiro). Se ele está insatisfeito com Ronaldinho, resolva com ele em treinos e reuniões, mas nunca mandando recado em coletivas. Outra coisa é acertar a porcaria da zaga. É impossível confiar em Wellington e David Braz dessa forma. E isso compromete todo o esquema tático preferido do próprio Luxa. O time é obrigado a recuar Renato e Willians e trazer ainda Junior Cesar e Léo Moura para a marcação. Os laterais não rendem. Quando conseguem avançar, em vez de abrirem para as pontas, caem para o meio. Para quê? Para serem mais dois na confusa meiuca central ou apenas mais dois a ficar de costas pro ataque porque as bolas não estão vindo das laterais? Resultado do esquema: um monte de gente ocupada na marcação e um monte de gente embolada no meio, facilitando a marcação adversária e sem criatividade no ataque. Agora me diz, como um time com Ronaldinho e Thiago Neves pode não ser criativo no ataque?


Não sei se é finalmente vontade de mudar ou se é apenas por conta das ausências obrigatórias de Willians e Bottinelli mas hoje o time já treinou com três zagueiros. Angelim voltou para a zaga (fim da era dos improvisos do Magro de Aço na esquerda, graças à Deus!), ao lado dos dois cones titulares e o jovem Luiz Antonio volta ao time, teoricamente, como primeiro volante – papel que deve ser assumido pelo Airton, confirmando-se sua volta. Se a inexperência ou o nervosismo não prejudicarem o jovem volante, teremos mais tranquilidade na defesa e, consequentemente, teremos os laterais liberados para avançarem como se espera deles. Só assim veremos se eles não estão funcionando porque o esquema atual não lhes favorece ou se são eles mesmos que estão fora de sintonia com o universo, seja por falta de entrosamento do recém chegado, ou falta de motivação do veterano.


Na frente, a ausência de Botti, substituído oportuna e taticamente por um primeiro volante, deve descongestionar o meio e deixar Ronaldo mais solto. Thiago Neves só precisa recuperar o foco. Diego Maurício perde a vez novamente para Wanderley. E essa roleta russa me incomoda demais porque não vejo critério nessa sequência interminável de tentativa-e-erro que o indeciso Luxa insiste em lançar mão no ataque. Mas se é o xará que ele quer, que ele o prepare decentemente e que possamos ver as explosões do moço acontecendo novamente em vez do atabalhoado que tem entrado em campo. Repetindo, enquanto não tivermos os laterais de volta como laterais (ou alas, como preferem alguns), o ataque ficará seriamente comprometido.


Em tempo: não vou ao estádio para vaiar, principalmente durante a partida. Mas Ronaldinho bem que merece um puxão de orelha. Se não for do Luxa, que seja do Veloso, da Patrícia ou do Papa. Numa avaliação profissional (como a que a maioria de nós pobres mortais sofremos anualmente) ele teria 10 em frequência, 10 em pontualidade e 5 em todo o resto. Suas farras não comprometem seus horários mas trabalho é trabalho, amigo. E Ronaldinho, infelizmente para o Flamengo, não está fazendo o dele.


Nota: Publicado originalmente no Bola Pra Quem Sabe.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ingressos: falsos ou verdadeiros

A Cristina Dissat, do Blog Fim de Jogo conversou com o Diretor de arrecadação do Flamengo e com representantes da BWA para mostrar como é simples identificar quando um ingresso falso de jogos do Flamengo for parar em suas mãos. Além. obviamente, de não comprar com cambistas, existem dois pequenos macetes que podem nos proteger dos golpistas.


 [videolog 653276]

Obrigada, Cris, por mais essa dica imperdível!

 

terça-feira, 29 de março de 2011

A idiossincrasia do torcedor

Não dá pra combinar com 35 milhões de apaixonados como devemos torcer. Não dá para tirar a paixão dessa equação e achar que todo mundo pensa igual. Mas não engulo aqueles que acham que quem pensa diferente é menos Flamengo por isso. Eu gostaria muito de concordar que tanta gritaria tem fundamento e que estamos no meio de uma crise sem precedentes na história do clube, mas muito de coração, não consigo enxergar nada disso. Três empates no returno do Carioquinha com a Taça Guanabara no bolso realmente não são resultados à altura da nossa folha salarial e muito menos da história do Flamengo em si. Mas ainda faltam peças no nosso quebra-cabeças e falta dinheiro. E se já estamos classificados para a Final, essa é a hora certa de fazer todos os experimentos necessários para melhorar estrategica e taticamente o time. O fato de não estar funcionando no momento não quer dizer que vai ser assim o ano inteiro. Pedir a cabeça do treinador e usar a força da Nação para minar o bom ambiente de trabalho de Gávea, para mim, nada mais é do que um certeiro tiro no pé.


A frase do @lenine_CRF resume bem o pensamento que eu gostaria que fosse adotado pela Nação:









#AcordaLuxa, porque ninguém entende que esquema tático você está almejando. #AcordaLuxa, porque o tempo de pré-temporada está acabando - faltam só três rodadas para as finais do Carioquinha. #AcordaLuxa, porque a Copa do Brasil já está afunilando. #AcordaLuxa, porque - ao contrário da Nação - a diretoria está sendo coerente com o que você está pedindo para trabalhar. #AcordaDiretoria porque o Patrocinador Master tem que sair rápido para capitalizarmos a vinda do R10 o quanto antes. Agora, acorda também Nação Rubro-Negra!Não usemos nosso poder de verdadeira e única camisa 12 levianamente. Não aceitemos ser o bode espiatório e pavio de uma crise que não tem motivos para querer chegar aos nossos portões. O tal fantasma de crise está muito mais perto de qualquer outro time carioca, seja dos sem-técnico, seja dos sem-ídolos, seja daqueles que estão prestes a trazer de volta à presidência aquele-que-não-deve-ser-nomeado.






Vamos manter a crítica, concordo, porque precisamos e porque é nosso papel, mas vamos mudar o tom e nos manter respeitados como conquistamos ao longo do tempo deste futebol centenário. Nenhuma outra torcida é capaz de interferir nos resultados como nós fazemos. Só não estamos sabendo o que fazer com nossa força. Na Física, potência é a grandeza que determina a rapidez com a qual uma certa quantidade de energia é transformada ou, mais simplesmente, é a rapidez com que o trabalho é realizado. Somos a Nação Rubro-Negra, uma potência incontestável no mundo e na história do futebol. Temos o poder da transformação.Mas não vai ser no berro displicente e inconsequente. Tem que ser com todo o amor que só o rubro-negro sabe ter e com muita inteligência. Vamos botar a cachola para funcionar, ok?


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.





quarta-feira, 23 de março de 2011

O que esperar de um treinador?

Faz parte do papel do torcedor - por menos apaixonado que seja - exigir sempre o melhor. É proibido perder. É intolerável fazer corpo mole. É imperdoável não sangrar em campo junto com o coração do torcedor na arquibancada. Somos os clientes do mundo do futebol. Visando o nosso quinhão, patrocinadores fecham contratos milionários e faz-se o espetáculo mundo a fora. Mas será que temos sempre razão?


Não, não acreditem que me excluo do alvo dessas reflexões. Faço sim parte da massa impaciente por sequências enormes e ininterruptas de vitórias esmagadoramente convincentes. Também sou daquelas que quer shows, passes de letra, dribles desconcertantes e goleadas históricas todos os domingos e quartas-feiras, sem exceção. Mesmo reconhecendo que não existe tal mar de rosas, quando uma partida não corresponde às nossas expectativas precisamos de um culpado. Pode ser o juiz, um jogador ou mesmo o técnico.


O que quero entender é: até onde é razoável para a torcida ter (ou não) paciência. Ou melhor, qual é o pecado mortal do treinador profissional de futebol? Ainda, qual o prazo de validade de um técnico? Enquanto um jogador em má fase vai para o banco ou para a geladeira, ao técnico não se permite tal privilégio: é sumariamente descartado. Além de ter equilíbrio emocional e conhecimentos técnicos e táticos, o técnico precisa ser disciplinador, motivador, líder e - além de tudo isso - ainda lidar com a pressão por resultados imediatos. Essa pressão vem de todos os lados, da diretoria, dos patrocinadores, da mídia e da torcida. No caso da mídia e da torcida, forma-se um ciclo sem fim que acaba com o sono dos treinadores: a mídia que quer ou precisa vender conteúdo sempre e a torcida, que precisa da mídia para "acessar" os bastidores do seu clube. Um torcedor apaixonado, apressado e desatento tira suas conclusões ao ler apenas a primeira página dos jornais na lateral da banca a caminho do trabalho. Olha o estrago feito. Não joguem pedras: não estou dizendo que todo torcedor é assim, mas esse perfil existe sim. Alguns de vocês vão se lembrar de um comercial da da W/Brasil para a Folha que dizia: "É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade". Desconsiderem o veículo em si e reflitam sobre essa mensagem. E é disso que nós temos sempre que nos lembrar. Muitas vezes é conveniente a um veículo de mídia, expor apenas uma face da verdade.


Estamos aqui para falar de Flamengo. Tudo do Flamengo vende. Temos um dos jogadores mais caros do mundo e um dos técnicos mais caros do Brasil. Somos bombardeados com informações vindas das mais diversas fontes, confiáveis e nem tanto, e devemos filtrar todas com bom senso. Não vencemos os dois últimos jogos da Taça Rio e já se fala em crise. O destaque de todos é praticamente o mesmo: o Bonde do Flamengo freiou e o time não ganha há dois jogos. Convenientemente deixam de dizer que são três empates em quinze jogos, nenhuma derrota no período, que o time está classificado para a final do Carioca, que são 27 gols pró e 8 contra e a vitória sobre o Fortaleza na semana passada classificando o Mengão para as Oitavas da Copa do Brasil sem partida de volta foi completamente esquecida.


Vamos cobrar do Luxa? Sim! Ele tem experiência e ganha muito bem para treinar o Mais Querido, mas vamos fazer isso tentando não nos deixar influenciar por quem quer vender jornal e instaurar o pânico generalizado porque acredita que só o drama e a tragédia dão audiência. Para mim, Luxa peca por sua baixíssima reatividade. Mas o que esperar de um treinador? Ele deveria ser o estrategista (e não duvido que ele o seja). Deveria estudar o comportamento e o rendimento dos jogadores em campo e acertar o time com as alterações adequadas em tempo de surtir efeito. Entre uma partida e outra, deveria ainda usar toda a tecnologia disponível para estudar os principais erros e acertos da equipe para elaborar táticas que possam ser aplicadas o mais rápido possível, de preferência no jogo seguinte alcançando assim progressos sucessivos. Mas não tem sido assim, aparentemente insistindo nos mesmos erros. Ainda dá tempo de acertar porque o elenco está comprometido (nem sempre eficiente, veja Deivid e Egidio, mas comprometido com certeza) e unido e tais características são fundamentais para uma temporada vitoriosa. Por saber que ainda dá tempo de acerto é que sigo confiante de que, em 2011, é tudo nosso!




Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Mãos à Obra

* Muito critiquei a diretoria do Flamengo que enfraqueceu o trabalho e minou com inúmeros vazamentos as negociações (equivocadas ou não) durante e depois a gestão do Galo. Nada se discutia dentro da Gávea que não soubéssemos os detalhes aqui fora. Absurdo total. Finalmente parece que aprenderam e por isso, quando funciona, sinto o prazer e a obrigação e parabenizar a todos os envolvidos nas últimas contratações e na condução da novela Ronaldinho. Não apaga a cicatriz do que aconteceu ano passado, nem com o Zico, muito menos com a gestão do futebol, mas demonstra à torcida e investidores que ainda existe vontade de mostrar serviço. Mas é muito importante que não se perca o foco. Me incomoda demais essa recorrente mania de cozinhar jogadores e não definir a situação dos dispensados e começam a surgir os rumores de que salários já começam a atrasar. Detalhes que, para quem gosta de pegar no pé do famoso amadorismo rubro-negro, competem em dramaticidade com a tragédia haitiana.


* Também muito me surpreendeu o ataque de purismo, ingenuidade, honestidade e ética que assolou técnicos e cartolas de clubes que se pretendem grandes aqui na terrinha e gostariam do nosso Ronaldinho em seus elencos. Aconselho que abandonem o futebol e se inscrevam para Miss Universo e preguem a Paz Mundial. Saiu algum estatuto desaconselhando a concorrência por jogadores no futebol brasileiro e eu não fiquei sabendo? Se um clube mostra interesse o outro tem que entrar na fila, é assim? Balela! Só desaprenderam a negociar e obviamente, é mais fácil a CBF homologar o hexa rubro-negro do que esses chorões reconhecerem a própria incompetência. Querem um cursinho? É só googlar: “técnicas de negociação”.



* Como dizia Caetano, “tudo é divino maravilhoso”, mas vamos trabalhar? Longe de bancar a insensível, mas temos um ativo de quase R$ 80 milhões para colocar imediatamente em ação e, estou ansiosa para ter uma dica de como vai ser isso. Tio Luxa deve estar adorando perder o sono para encaixar Ronaldinho e Thiago Neves em algum esquema tático brilhante. Com a qualidade em campo dos dois, talvez não seja necessário reinventar a roda, mas se tratando do bom e velho Vanderley Luxemburgo, nada me surpreende. Se todos esperam que ele faça como o Barça e arrume o time num clássico e comprovadamente efetivo 4-3-3 em função do Ronaldinho meia-atacante, talvez ele surpreenda, seja mantendo o esquema atual (o… o… qual é mesmo?) com ajustes ou revertendo toda a ordem e tirando algo inteiramente novo da cartola. O importante é ter ciência de que o trabalho está só começando e é preciso treino e entrosamento para que esse nosso “dream team” (mesmo que ainda sem xerife-zagueiro) possa deslanchar. Então façamos, hoje e amanhã, a linda e calorosa recepção que só a Nação Rubro-Negra sabe propiciar e mandemos logo os caras para Londrina. Mãos à obra!


O texto de hoje saiu meio colcha de retalhos, multifacetado, recheado com as impressões que resultaram das emoções da última semana. Só quero dizer mais uma coisa: torcida e imprensa estão de acordo que se Ronaldinho e Thiago Neves jogarem trinta ou cinquenta porcento do que sabem teremos um primoroso 2011. Só que se esquecem que nenhum dos dois veio “por amor” ao rubro-negro, aceitando receber o equivalente a trinta ou cinquenta porcento de seus vencimentos. Não preciso lembrar que estamos apostando em retorno de marketing, se posso falar assim, para fechar essas contas e para isso, tudo tem que funcionar muito redondinho. Assim, eu não vou me contentar com “parte” do futebol que podem nos oferecer: quero todo o suor que os dois puderem produzir! Eu estou com fome de bola. Espero que os dois estejam também. Mãos à obra!


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Patrícia Amorim: 1 ano

Há exatamente um ano atrás eu me emocionava com a posse da ex-nadadora. “Que o meu coração rubro-negro pulse muito forte e possamos levar o Flamengo à grandeza que ele merece ter. O Flamengo parou de crescer durante um tempo, mas isso acabou. O Flamengo será maior do que ele é hoje” – dizia ela. Naquele instante acreditei no início de uma nova década de ouro, como foi 80. O Flamengo superior aos grandes. Zeus entre os deuses. Muito acima de qualquer mortal.




Posse de Patrícia Amorim em 22/12/09




Não foi bem assim. Ao fim do primeiro ano de Patrícia Amorim à frente dO Mais Querido, o que deu certo e o que deu errado? Longe de bancar a sabichona, só posso lhes dar minha humilde opinião baseada em coisas que leio, escuto e questiono por aí. Algumas coisas não foram surpresa. Priorizou os esportes olímpicos e deixou o futebol “caminhar sozinho”. O que eu esperava? Equilíbrio. Outras gestões faziam o extremo oposto. E eu também achava desnecessário. Mas Patrícia pecou por achar que o futebol Hexa-Campeão poderia se autogerir. Incompetência ou ingenuidade, eu não saberia dizer.


Andrade e Marcos Braz pagaram a conta da indisciplina de um elenco com o ego inflado pelo título recém adquirido. Seguiu-se um período de incertezas até que veio a grande cartada da moça: sem alarde, de uma hora para outra, anuncia a volta de Zico ao Flamengo. Discurso de autonomia e confiança mútua. Mas o Galo não foi blindado pela presidente e saiu em meio à mais uma de tantas histórias (ou estórias) mal contadas no Flamengo. Mesmo errando nas suas contratações, saiu apoiado pela torcida e ela seguiu achando que poderia não se envolver tanto com o futebol.


O futebol concluiu 2010 com uma performance pífia, para muitos vergonhosa. Não fosse a sorte e a proteção do atento padroeiro, estaríamos no desvio obrigatório da estrada secundária, aquela da qual não se volta sem lama até a alma. O fracasso no Carioca, na Libertadores e no Brasileirão ofuscaram o brilho do sucesso de praticamente todas as demais categorias esportivas onde o clube se fez representar, justamente as mais queridas da senhora presidente. Se ela acertou ao apostar em tais categorias, ela errou – e muito – ao não capitalizar com essas vitórias. Fotos de Cielo com as cores do Mengão são cada vez mais raras. Diego Hypólito então, nem se fala. Nem os rapazes do Basquete, com exceção de Marcelinho, talvez, têm suas imagens espalhadas mídia afora com o Flamengo em destaque.


O Marketing evoluiu? Sim. A parceria com a Olympikus segue de vento em popa - nunca vendemos tantas camisas originais – e o Museu Flamengo está finalmente saindo do papel. O Marketing do Flamengo, assim como Patrícia, precisa aprender que não existe auto-gestão. Não adianta sentar na cadeira executiva à frente de uma bela mesa lustrosa e achar que, por ser O Mais Querido, não há muito mais o que fazer. Errado! Além da gestão da imagem dos atletas, existe o combate à pirataria e um programa de fidelização para tocar. O modelo Cidadão Rubro Negro não funcionou e precisa ser remodelado com urgência.




Patrícia, uma semana após a saída de Zico




Chego agora ao porém mais desastroso deste primeiro ano de Patrícia. Sabia-se desde 2009 que não teríamos o Maracanã a partir do segundo semestre de 2010. Assim como as renovações de contratos que todos sabíamos quando venceriam, deixou-se para cuidar do assunto às vésperas da tragédia. E nada me irrita mais do que tragédia anunciada, porque evidencia-se assim a falta de vontade. Semanas após o burburinho causado pelas negociações de estádios e terrenos Rio afora, já se abafou o caso e seguimos achando que nada será feito. Uma torturante inércia.


Está tudo errado? No futebol, sim. No clube, nem tanto. Salários em dia é um ponto positivo. Excesso de vazamento de infomações durante as negociações é um exemplo do que temos de mais negativo. E isso a presidente deveria saber como resolver. O que quero de 2010? O equilíbrio que citei lá no início. Quero perceber que há a vontade de acertar. Quero perceber que Patrícia Amorim está de corpo e alma dentro do Flamengo (hoje não vejo isso em seus olhos). Quero a gestão profissional e apaixonada que acreditei ser possível em 22 de dezembro de 2009. E assim, quero ver o nosso Flamengo vencedor novamente!


Encerro desejando aos meus amigos do Magia Rubro Negra e a cada um de vocês, um Natal repleto de alegria e felicidade! Que vocês tenham, na companhia de seus amados, momentos fantásticos de paz e harmonia e, assim, forças renovadas para o 2011 emocionante que temos pela frente!


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Muita Informação

Muita informação, meus amigos. Muita informação! Na semana em que voltamos os olhos para o passado e homenageamos saudosamente as estrelas de primeiríssima grandeza do futebol mundial, seguimos ansiosos a acompanhar especulações do mais cruel dos mercados: o vai e vem de jogadores mundo afora. Nomes brotam e desaparecem todos os dias das fontes mais confiáveis (sic) da imprensa brasileira. Torcedores clamam por gringos, jogadores de base, de outras bases e boa parte clamam esperançosamente pela volta de nomes consagrados (sic). Desculpem, devo estar com soluço. Mas como eu ia dizendo, é muita informação.


Queria que tudo isso fosse boato espalhado pelos nossos dirigentes estrategistas para criar buzz enquanto negociam de verdade e secretamente os nomes que fariam a diferença que tanto desejamos, mas sabemos que não é assim. Nosso Flamengo desaprendeu as técnicas da negociação sigilosa. Pior, desaprendeu técnicas básicas de negociação e seguimos com nossos corações na sala espera do cardiologista da família rubro-negra.



Há duas semanas falava de minha esperança de que 2010 não seja um ano esquecido e sim aprendido. E, no turbilhão dessa semana, temos mais uma prova disso. Um estudo mostra que, mesmo crescendo, a marca Flamengo está bastante desgastada. Tragédia anunciada, na verdade, já que sobrevivemos a esta desastrosa temporada na base da sorte. Não adianta fazer menos da pesquisa que estabeleceu valores e também não vou questionar agora se aquele “clube” que levou o Brasileiro mais “amaracutaiado” dos últimos tempos poderia se valorizar tanto. Quero focar no Flamengo. E convenhamos (somos apaixonados, mas não somos estúpidos): tudo o que nos aconteceu neste ano, sem exceção, desde a inexistência gerencial do departamento de futebol, às contratações equivocadas, ao comportamento antiprofissional dos jogadores e ao desempenho pífio em todas as instâncias, certamente arranharam (e digo “arranharam” porque sou otimista) sim nossa estimada marca. E o que mais me irrita é ver que, na ânsia por um 2011 melhor eu veja rubro-negros torcendo pela volta de um dos responsáveis pela no nosso patrimônio, ou sofrendo porque o cara pode ir para outras bandas. Dá um tempo! Querem mesmo criar mais uma dependência por um cara que não se garante 100% do tempo? Para mim é muito simples: para jogar no Mengão, tem que ter muita vontade de jogar pelo Mengão! Sempre! E ele não tem mais vontade de jogar, nem aqui, nem ali, nem acolá. Vida que segue. Dele e nossa.


Nós, torcedores também temos que valorizar nosso patrimônio e parar de esperar migalhas de atenção de pseudo-estrelas. Vamos pensar grande, pensar no futuro, focar em nomes que não nos usem de trampolim ou de consultório terapêutico. Insisto na renovação. No colocar o Flamengo acima de tudo e de todos. No respeito incondicional aos 115 anos de história. E quem não levar isso em conta deve ser limado de tudo o que diz respeito à Gávea.


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Prepare-se: É pra comemorar SIM!

Tudo bem que 2010 é o ano a ser esquecido para o futebol rubro-negro. Depois do Hexa na Raça, ficamos nós no vácuo, trocando de técnicos, fazendo contas e sofrendo com a falta de objetividade do nosso ataque. Mas sou festeira e, para mim, aniversário é sempre uma data a ser comemorada. Ou vocês acham que vou deixar de expor meu rubronegrismo hexagerado nos 115 anos dO Mais Querido só porque o futebol na Gávea anda urucubacado? Nem pensar! E como Deus não dá asa a cobra (não é isso que diz o ditado?), estou longe do Rio para cumprir toda uma agenda fervorosa, cheia de pura flamenguice!


Minha sugestão, para começar: colar na Campeoníssima Equipe de Basquete do Mengão! Eles tem uma maratona de jogos pelo Carioca justamente nessa semana. Começa hoje, às 20h30, lá no ginásio do Clube Municipal contra o Cabo Frio e,amanhã, é a vez do Iguaçu, no mesmo bat-local e no mesmo bat-horário. Estivesse eu no Rio, iria certamente aos dois jogos! Entrada franca e todos os nossos heróis bem ali, ao alcance de nossas máquinas digitais, super simpáticos e acessíveis. Vai por mim! No domingo, dia 14, por sua vez, ninguém me segura: estarei ás 11h no Tijuca Tênis Clube para ver o embate contra o próprio Tijuca. Este jogo de domingo, por sinal, está no calendário oficial de eventos comemorativos do Clube, em disputa, oTroféu “Nação Rubro-Negra – Flamengo 115 anos”. Não vai? Tá vacilando!



Equipe de Basquete do Flamengo

Na segunda-feira, aí “mermão”, tem um dia inteirinho de festejos para todos os gostos:


7h – Alvorada no Centro de Excelência do Remo do Flamengo, na Lagoa Rodrigo de Freitas


9h – Futebol: Sub-11 do Flamengo x Escolinhas Fla


9h30 – Missa na Capela São Judas Tadeu, na sede social do clube (Gávea)


10h – Chocolate rubro-negro, na Boca Maldita, na sede social do clube (Gávea)


10 às 15h – Recreação no Espaço Infantil Urubinha


10h30 – Futebol: Funcionários do Flamengo x Imprensa


11h – Reco-reco, na Boca Maldita, na sede social do clube (Gávea)


12h30 – Futebol: Artistas rubro-negros x Artistas


12h30 às 16h30 – Almoço em homenagem aos 115 anos do Flamengo, no salão nobre da Gávea


14h30 – Futebol: Master do Flamengo x Amigos do Adílio


Acha que acabou? Claro que não! Ainda na segunda-feira, às 20h, no Vivo Rio, tem showzaço comandado por Arlindo Cruz e convidados. E que convidados, saca só:



Estão aí, todos os eventos oficiais para ninguém reclamar depois que não sabia disso ou daquilo. É só se programar, escolher o manto que mais lhe agrade e comparecer! Agora, se você não mora no Rio, vai trabalhar ou por algum outro motivo não puder cumprir essa agenda, então faça o seu próprio evento: marque com os amigos no bar, faça um churrasco, reveja todos os vídeos e DVDs com a família. Comece hoje e só pare no dia 15. Tudo é válido nesse feriadão do Mengão. Aproveite para registrar o momento e mandar aqui pra gente (paixão@magiarubronegra.com.br). Quem sabe você não aparece aqui no Magia?


Lembre-se: “Eu teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo!” Ou ainda: “Saudemos todos, com muito ardor, O pavilhão do nosso amor!” São 115 anos de história para celebrar. E nossa história, nossas vitórias e nossas glórias, ninguém tira de nossos corações. Nunca se esqueça disso!


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

A hora do luxo: Que venha o Luxa!

Fim da era Silas após dez partidas de sofrimento. Depois de um técnico estagiário e de um técnico trainee, agora ganhamos um Técnico PHD: a peso de ouro chegou Vanderlei Luxemburgo. De Nova Iguaçu para o mundo, Luxa conquistou seu último Brasileirão em 2004. Desde 2005 tem estado em evidência mais pela expectativa que sua chegada provoca do que pelos resultados alcançados propriamente ditos. Sua última passagem pela Gávea foi em 1995, ano do nosso centenário onde conquistamos não mais do que a Taça Guanabara. Muita estrela em campo, e o Luxa (na época, já estrela) não correspondeu.


Luxemburgo volta hoje à Gávea nos braços da Nação. São inúmeras as manifestações da torcida favoráveis à volta do professor já há várias rodadas do Brasileirão. Não é errado dizer que muitos até torciam pela derrocada do galo mineiro não pela rivalidade em si, mas para que o técnico fosse disponibilizado ao mercado mais rapidamente. E cá está ele!



Magia Neles, Vanderlei!


Chego a acreditar que não existe melhor hora para a volta do Luxa ao sagrado solo rubro negro. Essa é a hora da redenção luxemburgoniana: nervoso para provar que não está decadente; ansioso para compensar sua passagem desastrosa de 95; tinindo para provar ao mundo todo o amor de seu coração rubro negro e tirar O Mais Querido dessa medíocre ressaca do Hexa. Dizem até que uma das grandes frustrações do professor é não ter conquistado nenhuma Libertadores da América. Será que é com o Mengão que o bom e velho Luxa realiza o sonho?


Não se iluda meu querido, porque o trabalho vai ser árduo e a pressão infinita. Mas a Nação confia em você. E essa é a sua hora, Luxa!


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Um Tijolinho pra chamar de meu

Quando alguém me chama de “Flamenguista doente” costumo dizer que tal expressão não existe, que doente é quem não torce pelo Mengão e que, por isso, sou apenas mais uma rubro-negra APAIXONADA. E o fato de sermos apaixonados fanáticos pelo Flamengo, não nos impede de reconhecer que o grandiosidade da história do Flamengo se deve, na maioria das vezes, à entrega de elencos que suaram sangue pelo Clube, cujos gestores nunca fizeram muita questão de esconder seu amadorismo. A chegada da Olympikus no ano passado já trouxe um brisa de ar refrescante, com novas linhas de produtos, mais acessíveis, dando chance a todo torcedor de não mais optar pela pirataria para usar as cores do Mengão. Também tivemos o lançamento do programa Cidadão Rubro-Negro que, apesar de estar longe de ser perfeito, representa um enorme avanço do clube na tentativa de se aproximar da sua apaixonada torcida.


Otimista incorrigível que sou, é inevitável perceber a iminência de novos tempos, novos ares na gestão do clube e no relacionamento com a torcida, principalmente depois da Volta de Zico. Na última semana, tivemos mais um anúncio animador: para viabilizar a construção do nosso desejado e merecido Centro de Treinamento, será lançada a campanha Abrace o CT, nos moldes das “brick campaigns” americanas. Por lá, tais ações são extremamente comuns em escolas primárias ou secundárias e mesmo em grandes clubes, onde o benemérito tem seu nome gravado nas paredes do local construído em troca de uma colaboração em dinheiro. Não se iludam pois não costuma ser exatamente uma pechincha e os valores costumam variar (bastante até) de acordo com a localização onde colaborador deseja exibir sua alcunha. Mas essas campanhas costumam ser bastante efetivas se conduzidas com seriedade. E por isso confio no sucesso dessa empreitada rubro-negra: nosso Zico já demonstrou antes a sua contrariedade em recorrer à torcida para resolver os imbróglios financeiros do Mengão (ele falou nisso aqui no MRN, olha lá) pois acredita que a Nação já faz sua parte pagando pelos ingressos e comparecendo aos jogos, mas ele endossou essa iniciativa que será extremamente importante para a produção caseira de novos craques, 100% comprometidos com o manto sagrado.


Estou realmente animada com o lançamento da campanha do Tijolinho, aguardada para setembro. Imagine as possibilidades: pode ser presente do dia dos pais, das mães, a galera do trabalho fazendo vaquinha para dar um tijolinho pro Rubro-Negro que se aposenta e por aí vai… Já vou fazer meu pé de meia e já comecei até a imaginar o que escrever no meu Tijolinho:




O que você vai escrever no seu?

Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Isso aqui é Flamengo, caramba!

Semana passada dividi com vocês a minha angústia com o fato de que alguns “torcedores” rubro-negros estão adorando os tropeços do Mengão para alardiar a desgraça e minar o trabalho do Zico no clube. Me parece que, após a derrota para o Corinthians, o coração rubro-negro – triste com a sequência sem vitórias – está se tornando um terreno fértil para esses abutres jogarem suas sementes. Assim que o jogo acabou começaram a pipocar mensagens sobre “certeza de zona de rebaixamento”, “segunda divisão” e “assim não dá para torcer”. Isso me enfurece mais do que a falta de mira nas conclusões do Vinícius Pacheco. Vamos comentar, questionar, cobrar, o que quiserem. Mais ficar bancando os “arautos da tempestade iminente”, isso eu só tolero em histórias infantis.


Não é o primeiro perrengue que passamos e não será o último. São sempre dolorosos. Como dizia Nelson Rodrigues: “o adepto de qualquer outro clube recebe um gol, uma derrota, com uma tristeza maior ou menor, que não afeta as raízes do ser. O torcedor rubro-negro, não. Se entra um gol adversário, ele se crispa, ele arqueja, ele vidra os olhos, ele agoniza, ele sangra como um césar apunhalado.” Mas o fato de “sangrarmos” significa que somos mais apaixonados. Ponto. Não nos dá nenhum direito a choramingar pitangas e nos virar contrar o Flamengo.


Volto a insistir: paciência, Nação! Também quero um técnico de verdade em vez do “estagiário” mas tenho total consciência de que o Zico não deve substituí-lo no meio do campeonato (muito menos no meio do primeiro turno). Somos os campeões de erros de passe e isso para mim só se ajeita com treino. Muito treino. A zaga até tem funcionado de forma razoável mas só vai engrenar mesmo quando o ataque der trabalho aos adversários e, com isso, uma folga ao Lomba e cia. Os reforços até agora não convenceram ninguém e a chegada de Leandro Amaral e Renato Abreu não me parecem assim tão promissoras (falta de ritmo de um e pança do outro) mas eu espero queimar minha língua (como já aconteceu outras várias vezes). Acho que qualquer mudança na comissão tecnica só vai acontecer depois da estreia e da adaptação dos dois. Como disse o colega Fabrício na sua coluna de ontem: É hora de acordar! Sabemos que ainda dá tempo. Mas a Nação não pode nunca deixar de comparecer, apoiar e mostrar como se torce de verdade.


Isso aqui é Flamengo, caramba! Não tem lugar para chorões.


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Tudo pode mudar

Todo mundo já falou e repetiu que esse fuzuê todo de “bacalhau favorito” é o maior embuste do futebol brasileiro. Não vou engrossar o coro. Eu estou aqui para falar só do Mengão! Só O Mais Querido me interessa. Não vou dizer que fiquei satisfeita com o empate, mas sinceramente acho que não foi de todo ruim. Foi pouco sim. Mas, pior do que o resultado, mais me entristece é saber que arautos da desgraceira torcem por tropeços do time para minar, ou melhor sabotar, o trabalho do Galinho nos bastidores. Ao contrário do nosso ataque, esses caras são super competentes. Espalham boatos, vazam informações maldosamente precipitadas para a imprensa e para a torcida e não vão sossegar enquanto não estamparem “CRISE NA GÁVEA” em todos os jornais.


Sempre digo aqui: nada no Flamengo é simples e com o trabalho do Zico não seria diferente. Seriedade incomoda demais, dentro e fora da Gávea e volto a conclamar a confiança da Nação na reestruturação do Flamengo. O grupo se esforça, tanto que a torcida não grita por raça. A Nação reconhece que quem está ali respeita o manto e está dando o sangue pelo Mengão. Falta a liderança mas não tenho a menor dúvida de que muito em breve teremos um técnico de verdade que vai organizar o elenco e transformar esse grupo de jogadores na maravilhosa equipe à altura do nosso Mengão. E isso é só o começo porque, deixando o Galinho atuar, sabemos que em breve teremos nosso merecido CT em funcionamento entre muitos outros projetos que vão sair do papel.


Liderança e organização. Muito em breve. E como diz a música: no balanço das horas, tudo pode mudar. Eu confio.


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Acabou o Amadorismo

Enquanto o mundo mantém fixos seus olhos exclusivamente nas sedes da Copa do Mundo da África do Sul, os corações rubro-negros voltam suas atenções para o nosso próprio cantinho.


Nesta semana começa a gestão de Artur Antunes Coimbra à frente do Futebol Rubro-Negro. A Nação ainda está eufórica, em total estado de graça com a volta do Galinho, inclusive eu mesma, mas todos sabemos que sua missão não vai ser fácil. Porque nada no Flamengo é fácil. A torcida – pelo menos a minha – é pela unidade acima de tudo. Pelo respeito ao que Zico representou e representa para o Mengão.


Nestes primeiros dias de trabalho, ele já demonstrou que pretende conduzir a gestão na conversa, ou melhor, usar o diálogo como sua principal ferramenta de trabalho. Chegou conversando muito com jogadores, comissão técnica e com a imprensa. Deu a entender que Rogério fica e que os contratos devem e irão ser cumpridos. Pretende, além de um segundo nome forte para gerenciar o futebol ao seu lado, priorizar o ataque do time na reposição do elenco.


A palavra de ordem é postura. “Para estar no Flamengo, tem que querer jogar”, diz o Galo ao exaltar a dedicação de Vagner Love para permanecer no Clube. O discurso é de profissionalismo total. Para trabalhar com ele tem que querer atuar no Mengão e cumprir os compromissos com o clubes.


Simples, não? Não é assim no nosso dia a dia? Temos que cumprir os horários e honrar os termos do contrato de trabalho que assinamos. Precisamos “vestir a camisa” da empresa onde trabalhamos. Não só mostrar serviço, mas é mostrar total devoção ao nossos clientes, chefes e companheiros de trabalho. De outra forma, tchau. A porta da rua é cortesia da casa para qualquer um pobre mortal.


Nenhum trabalho é fácil e ser jogador de futebol no Flamengo é muito mais do que um sonho um pessoal: reflete no amor de toda uma Nação. Como dizem web afora: não é para fracos.


Não vejo grandes prejuízos em acirrar um pouco a disciplina. E acho que não vai demorar muito tempo para que alguns comportamentos comecem a ser tratados com o devido rigor. Uma coisa é um jogador despontar como liderança. Outra coisa é o jogador achar que é o dono da bola, irritar-se e fazer birrinha com tudo e com todos e querer ser respeitados por mandos e desmandos. Se eu me chamasse Bruno, eu abriria meus olhos e fecharia minha boca.


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Acefalia

Imagina a cena: um grupo de jovens fortes e saudáveis, num barco perfeito, remando um para cada lado. Ou o barco está sem comando e cada um rema para um lado porque acha que pode, assim, tirar o barco do lugar, ou tem comandante demais que faz com que os remadores fiquem completamente perdidos e remem bravamente sem direção específica. Resultado: ninguém sai do lugar. E o grupo de remadores fica exposto assim aos caprichos da natureza selvagem à sua volta: passáros atacando o grupo, correnteza, chuva, o desgaste do próprio barco, etc. Para piorar a cena, uma cachoeira conhecida bem ali na frente. É uma metáfora dramática? Sim, mas não tem Poliana que resista a um jogo como o de ontem.


Preciso mesmo identificar todos os personagens desta cena? Acho que todo rubro-negro já sabe exatamente do que estou falando. O grupo corre desesperadamente em campo sem a menor  orientação estratégia. Sim, porque fazer chuveirinho na área adversária não é estratégia, é desespero. Comando tem. Até demais. Todo mundo berra e ninguém tem autoridade para colocar as coisas em seus devidos lugares. E ainda tiram a autoridade de quem tem deveria tê-la. A diretoria precisa resolver suas pendengas internamente. Estão dando muita trela para a imprensa deitar e rolar. E dentro de campo, o grupo corre para compensar. Para mostrar que está unido. Que não abandonou a raça. Sem direção, sem orientação, repito, não vão a lugar algum.


Marcos Braz não fez mais nada além de abastecer estas crises. Gostava dele. Mas virou um fanfarrão cheio de frases de efeito. A Presidente ajeita os aspectos administrativos do clube mas parece ser do clube do “tá tudo bem, deixa as crianças se entenderem, amor…” A diretoria do Flamengo me causou a maior vergonha alheia de todos os tempos com essa palhaçada de “vai rola demissão a qualquer momento, é só esperar”. Ridículos. Esqueceram que têm a missão mor de zelar dO Mais Querido, dos seus interesses e do seu patrimônio e, em vez disso, abrem o tanque de tubarões. Isso é inaceitável. Do Andrade eu não tenho o que falar. Gosto do cara e acho que ele não merece ser o bode expiatório desta situação. Perdeu a autoridade, “o conceito” por causa da ingerência da diretoria. Fato. O elenco está acéfalo. Bruno não é líder. Nunca foi. É um garoto mimado que acha que a torcida não entende de futebol e mulher pode apanhar de vez em quando. Não se parece em nada com Fábio Luciano (isso para mencionar apenas o último capitão). Adriano briga com o mundo e retribui sisudo o apoio incondicional de uma torcida que em nenhum momento questionou seus privilégios. Wagner Love, Léo Moura, Maldonado, David, ou seja, os mais competentes (ou comprometidos ou profissionais, chamem como quiser) se matam para compensar a falta de ineficiência dos seus pares. Cada um que faz uma partida brilhante tem um equivalente de atuação pífia, como Juan e Vinícius Pacheco. Isso não é time. Isso é um grupo de funcionários que convivem uns com os outros durante o horário do expediente.


Sobre as vaias e xingamentos, querem que a torcida reaja como? Em silêncio? Não sou a favor das vaias, mas o que mais vai ser necessário para que os responsáveis vejam que algo está muito errado? Falta liderança dentro e fora de campo. Falta honrar o Manto e a história do Flamengo. Aparentemente só a torcida quer a Libertadores (convenhamos que 35000 mil presentes em pleno feriadão com os preços dos ingressos no Aconcágua é de se respeitar). Dentro do clube, todos se esqueceram de que essa era para ser a competição mais importante do ano. Nem vou falar que tanto se alardeou que essa seria a Libertadores mais fácil de todos os tempos. Mas ainda temos chance. Yeah, legal. E depois? Vamos ser atropelados pelo Corínthians com quantos gols do Gordo para nos humilhar no Maracanã?


Quem vai fazer alguma coisa? E rápido. Com ou sem Libertadores.


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

domingo, 28 de março de 2010

Transformação

Há um ano acabava a parceria de 25 anos entre o Flamengo e a Petrobrás. Se não me engano, a mais longa da história do futebol mundial. As marcas da empresa já estavam arraigadas no subconsciente do rubro-negro justamente pela presença nos uniformes diversos do clube por tanto tempo. Mas também sabemos que a cada renovação ressurgia o parto não só da negociação em si, mas também da obtenção das certidões negativas necessárias para a liberação dos valores negociados junto à Estatal.


Com questionáveis gestões financeiras subsequentes, as dívidas se acumulavam ano após ano e a apresentação das certidões era sempre um tormento. No fim de cada período acabava a novela e a renovação acontecia. De um lado, a Petrobras afirmando que preferia renovar com o clube por conta da parceria iniciada em 1984 e do outro lado os dirigentes rubro-negros que adoravam alardear outros possíveis interessados mas sempre acabavam aceitando os termos da estatal. Era um casamento agonizante e seu fim, apesar de previsível, me causou arrepios. Se com um parceiro deste nível, os dirigentes rubro-negros já faziam uma super lambança nas finanças do clube, o que seria da Nação sem ele? Ano após ano, as dividas só aumentavam e todo início de temporada ouvíamos a mesma lenga-lenga de sempre de que, no ano por vir, o orçamento seria enxugado e novas fontes de renda estavam sendo orquestradas.


Minha preocupação estava justamente no que eu acreditava ser uma total incapacidade dos dirigentes em conseguir obter do zero um novo contrato de patrocínio. O cenário não era nada animador. Havíamos sido eliminados pelo Resende nas semifinais da Taça Guanabara e vimos o Botafogo levantar a taça. Márcio Braga estava afastado e o Presidente em exercício, o Sr. Delair Dumbrosck era o próprio ponto de interrogação. Mas São Judas é poderoso e o então “tal Delair” deve ser dos seus protegidos preferidos. Antes mesmo da definição do novo patrocinador – que só aconteceria no final de maio – venceríamos a Taça Rio e nos tornaríamos hegemônicos no Carioca com o 31º título Estadual (o sétimo em dez anos). O Presidente em exercício bancou a vinda de jogadores experientes como Maldonado e Álvaro, provocou um racha histórico na diretoria do Clube quando resolveu negociar a volta do Pet e efetivou o nosso querido Andrade. Muita coisa ao mesmo tempo e minha cabeça parecia que ia explodir.


O resultado desta “aventura”, todo o Brasil conhece: novas parcerias adquiridas, contratos extremamente favoráveis, contas devidamente saneadas e o Hexa-Campeonato Brasileiro. A lição que aprendi: nunca deixar de acreditar que o Flamengo é maior que tudo e que as oportunidades só aparecem para quem está com olhos abertos para enxergá-las além da sua área de conforto. Quebra de paradigmas também acontecem no futebol.


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Não acho que essa coisa de enrolar a renovação do Pet faça bem ao grupo. Ele já dá entrevistas sem disfarçar a insatisfação e não consigo ver nenhum benefício nisso. Mas lembram o que eu pedia em meu primeiro texto aqui no Magia? Cadê o pulso forte para dizer aos envolvidos que o Flamengo é mais importante do que o orgulho de cada um? Cadê?


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Não sou a favor dessa coisa de entregar o jogo de hoje contra o América para prejudicar não sei quem. Repito: o Flamengo é maior que tudo e não deve pautar suas decisões nas desventuras dos outros. Simples assim. Se a prioridade é a Libertadores, tudo bem, mas o grupo precisa estar melhor organizado até o próximo jogo semana que vem e o confronto com um empolgado América é uma ótima oportunidade de acertar as deficiências. Vai pra cima deles, Mengão!


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Paixão

pai.xão
sf (lat passione) 1 Sentimento forte, como o amor, o ódio etc. 2 Movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal. 3 Mais comumente paixão designa amor, atração de um sexo pelo outro. 4 Gosto muito vivo, acentuada predileção por alguma coisa. 5 A coisa, o objeto dessa predileção. 6 Parcialidade, prevenção pró ou contra alguma coisa. 7 Desgosto, mágoa, sofrimento prolongado. 8 Os tormentos padecidos por Cristo ou pelos mártires
.


Essa é a definição que encontramos no bom e velho Michaellis. Mas eu não estou aqui para filosofar. A coisa é bem mais simples e muito mas objetiva: neste espaço paixão será sempre sinônimo de Flamengo. Sou rubro-negra desde que me entendo por gente. É uma relação típica dos apaixonados: gratuita, intensa e impulsiva. Neste exato momento, estou respirando profundamente, como quem acaba de sair de uma briga com o amado. Mas com a certeza de que em breve, muito breve, vai ficar tudo bem.


E essa certeza vem do fato de que o rubro-negro sabe que tudo no Flamengo é grandioso. Tudo no Flamengo é multiplicado aos milhões. Tudo no Flamengo é notícia. A Nação assusta, incomoda, provoca e impera. Tudo isso faz do Flamengo o maior adversário do… Flamengo! Nada é simples e nada é fácil para o Mengão. Cada jogo é uma batalha sangrenta. Dentro e fora de campo. Mas onde está a novidade? O que o Flamengo precisa hoje é focar apenas nas quatro linhas. O time tem uma das bases mais consistentes do país, ninguém ali é criança mas o grupo continua se deixando abalar por picuinhas extra-campo. Cadê o foco, minha gente? Parece que é a primeira vez que enfrentamos o resto do mundo!


Sinto falta da tranquilidade, humildade e um tanto de ouasadia que mostramos no fim de 2009. Somos Hexa-Campeões mas estamos perdendo o rótulo “time a ser batido”. O ano já começou e o ritmo ainda é de pré-temporada. Cadê a seriedade? Cadê o coração na ponta da chuteira? Cadê aquele Andrade que é capaz de virar o jogo no intervalo? Cadê a Presidente para chamar a responsabilidade e colocar o Flamengo acima de tudo, seja de jogadores, comissão técnica e dirigentes? Esse braço forte está fazendo falta. E espero que ele se apresente bem rápido.


Vai ser um desafio e tanto acompanhar essa trajetória aqui com vocês. Só posso garantir que aqui vai ter sempre 100% coração, compartilhando opiniões, contando casos, exaltando os guerreiros e cornetando os pipoqueiros. Vou tentar estar à altura da Nação, sem com fanatismo, mas com toda paixão que enche meu peito. E vai ser mais do que um prazer, será uma honra dividir essa paixão com vocês.


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Presente de Aniversário

O Aniversário era do Clube de Regatas do Flamengo, mas quem ganhou o presente da Olympikus, foi a Nação. Ontem, aniversário de 114 do Flamengo, foi lançado o Totó do Mengão. É um game que pode ser jogado online ou ser baixado por qualquer rubro-negro que curta o bom e velho futebol de mesa. Na festa de lançamento, esta humilde rubro-negra e mais outros 29 blogueiros torcedores, fomos convidados a fazer 1000 gols para que o jogo fosse liberado para a Nação. Isso aconteceu em mais ou menos 2 horas da mais divertida jogatina. O jogo é muito fácil de aprender: é só usar as setas para direcionar e chutar e a barra de espaços para “roletar”. A interface é fantástica: podemos escolher entre os 17 jogadores do atual elenco, entre os 3 uniformes oficiais e entre as opções táticas disponíveis. Também é possível ver os replays dos gols com os avatares do jogadores em dribles e jogadas fantásticas, incluindo um gol olímpico do Pet. O capricho com que o game foi feito é comprovado nesses e outros detalhes, como a narração de Silvio Luiz (“Olho no lance!”) e a presença de Uruba & Urubinha e das organizadas mais famosas do Mengão - Raça, Jovem,Urubuzada e Fla-Manguaça - com suas faixas, seus cantos e suas festas com bolas vermelhas e pretas no Maraca – lugar onde se passa o game. A festa oferecida pela Olympikus contou também com a presença de jogadores da equipe FlaMaster, Aílton, Gilmar Popoca, Carlos Henrique e Manguito, que conversaram com os blogueiros e se divertiram tentando ganhar uma partida. A propósito, eu ganhei uma (4 x 3).


Tente você também: http://www.totodomengao.com.br ouhttp://www.olympikus.com .


Saudações Rubro-Negras!












Nota: Publicado originalmente no Tudo em Simas.