quinta-feira, 15 de abril de 2010

No Flamengo tudo é Dramático

Na boa? Não nego que faltou vontade. Não nego que dói (fisicamente até) ver um joguinho ridículo como o de ontem. Mas sou obrigada a dizer: a revolta que me deu ontem, ao assistir a apatia generalizada só passou quando me lembrei da última vez que senti algo parecido. E foi quando perdemos para o Barueri no Brasileiro do ano passado. Preciso falar o que aconteceu depois? Acordamos para o Hexa. Foi uma derrota necessária para arrancar a marteladas os saltos das chuteiras. E mais: nas duas últimas edições da Liberta, quando chegamos embalados às oitavas, fomos devidamente esculaxados por times de nível técnico altamente questionável.


Coisas do Flamengo. Sejamos razoáveis: perdemos três jogos nessa temporada. Três jogos. Estávamos com a ilusão do “tudo vai bem” e todos sabemos que não era bem assim. Esse é o momento do tapa na cara que cada um do elenco vai se dar. Do sacudidão que o pai precisa dar nas crianças para elas saírem da recuperação e passarem de ano. Tudo no Flamengo é dramático. Até parece que é a primeira vez que estamos passando por isso. Não sei porque essa revolta toda. Passou o momento desabafo, já esperneamos e vamos sim cobrar uma mudança de atitude do elenco e tudo o mais. Mas abaixar a cabeça, jogar a toalha e achar que a temporada está perdida não é coisa de rubro-negro de verdade.


Se temos alguma chance, ela é nossa! Ou vou ter que relembrar que os matemáticos e especialistas apontavam 1% de chance pro Mengão no Brasileiro ano passado?


Somos os especialistas em agarrar chances remotas! Vamos ficar dando confiança pra torcidela “resto do mundo” se deliciar com nossa desolação ou vamos empurrar o time AGORA?


Vamos mostrar porque somos diferente de todos os outros torcedores (que só tiram a camisa do armário quando o time vence ou quando tem campanha/promoção)?


A hora é essa, Nação.


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Acabou o ensaio, agora é pra valer!

Estamos a poucos pontos de firmar nossa permanência na Libertadores e, assim, nos aproximarmos da reconquista das Américas. Nesse meio-tempo a semifinal do Carioca. Pela mediocridade deste campeonato, eu tendo a achar que é nossa obrigação vencê-lo. Se todos os outros times estão podres, não podemos nos nivelar por baixo. Mas em termos de resultados, as últimas decisões do clube tem se mostrado acertadas então nem vou questionar isso. Sei que o adversário (eu me recuso a chamá-lo de rival porque essa alcunha para mim significa alguém que respeito como tal e esse time nunca será alçado por mim a tal nível) quer usar como motivação “não deixar que conquistemos o ‘sonho do Tetra’”. É claro que meu sonho é muito maior mas, particularmente, eu não gostaria de lhes dar esse gostinho.


Falando em competição de verdade, eu lamento um pouco que esse time reserva não tenha sido testado com um pouco mais de antecedência durante o Carioca como preparação para a Libertadores. Eles jogaram bem, motivados principalmente pela oportunidade de mostrar serviço. Angelim com estima renovada, Michael jogando muito sério e muito bem e D. Marques mais uma vez confirmando que não tem lugar no elenco rubro-negro. De uma forma geral, esse grupo “B” se completa em méritos e deméritos. Realmente acho que, com um pouquinho mais de atenção, as arestas seriam aparadas e teríamos dois grupos muito bons à disposição do Andrade para deixar o Mengão realmente imbatível. Salvo o ataque. E sinceramente não sei o que vai ser do Mengão ao fim da parceria Adriano-Love. Mas uma preocupação de cada vez, certo?


De qualquer forma a motivação está aí: esse grupão privilegiado – o “time a ser batido” – tem a chance de entrar para a história do futebol mundial chegando, 29 anos depois, praticamente ao mesmo nível da mais alta realeza dO Mais Querido. Quer motivação maior do que essa? Quer chance melhor do essa quando somos o atual Campeão Brasileiro? Quer ambiente melhor do que a atual quando a torcida está 100% junto com o time e as “crises” são patrocinadas pela fome sensacionalista da imprensa e não pelas contas do clube como vínhamos presenciando ano após ano? Essa é a nossa hora. Se a palavra de ordem para o Hexacampeonato foi “humildade” eu sugiro que adotemos agora a “seriedade” para o ano de 2010.


Acabou o aquecimento e apresenta-se o momento de separar homens de meninos. Seriedade sempre e o Flamengo acima de tudo!  E façamos todos e cada um a sua parte: clube, jogadores e torcida.


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

domingo, 28 de março de 2010

Transformação

Há um ano acabava a parceria de 25 anos entre o Flamengo e a Petrobrás. Se não me engano, a mais longa da história do futebol mundial. As marcas da empresa já estavam arraigadas no subconsciente do rubro-negro justamente pela presença nos uniformes diversos do clube por tanto tempo. Mas também sabemos que a cada renovação ressurgia o parto não só da negociação em si, mas também da obtenção das certidões negativas necessárias para a liberação dos valores negociados junto à Estatal.


Com questionáveis gestões financeiras subsequentes, as dívidas se acumulavam ano após ano e a apresentação das certidões era sempre um tormento. No fim de cada período acabava a novela e a renovação acontecia. De um lado, a Petrobras afirmando que preferia renovar com o clube por conta da parceria iniciada em 1984 e do outro lado os dirigentes rubro-negros que adoravam alardear outros possíveis interessados mas sempre acabavam aceitando os termos da estatal. Era um casamento agonizante e seu fim, apesar de previsível, me causou arrepios. Se com um parceiro deste nível, os dirigentes rubro-negros já faziam uma super lambança nas finanças do clube, o que seria da Nação sem ele? Ano após ano, as dividas só aumentavam e todo início de temporada ouvíamos a mesma lenga-lenga de sempre de que, no ano por vir, o orçamento seria enxugado e novas fontes de renda estavam sendo orquestradas.


Minha preocupação estava justamente no que eu acreditava ser uma total incapacidade dos dirigentes em conseguir obter do zero um novo contrato de patrocínio. O cenário não era nada animador. Havíamos sido eliminados pelo Resende nas semifinais da Taça Guanabara e vimos o Botafogo levantar a taça. Márcio Braga estava afastado e o Presidente em exercício, o Sr. Delair Dumbrosck era o próprio ponto de interrogação. Mas São Judas é poderoso e o então “tal Delair” deve ser dos seus protegidos preferidos. Antes mesmo da definição do novo patrocinador – que só aconteceria no final de maio – venceríamos a Taça Rio e nos tornaríamos hegemônicos no Carioca com o 31º título Estadual (o sétimo em dez anos). O Presidente em exercício bancou a vinda de jogadores experientes como Maldonado e Álvaro, provocou um racha histórico na diretoria do Clube quando resolveu negociar a volta do Pet e efetivou o nosso querido Andrade. Muita coisa ao mesmo tempo e minha cabeça parecia que ia explodir.


O resultado desta “aventura”, todo o Brasil conhece: novas parcerias adquiridas, contratos extremamente favoráveis, contas devidamente saneadas e o Hexa-Campeonato Brasileiro. A lição que aprendi: nunca deixar de acreditar que o Flamengo é maior que tudo e que as oportunidades só aparecem para quem está com olhos abertos para enxergá-las além da sua área de conforto. Quebra de paradigmas também acontecem no futebol.


* * * * * *


Não acho que essa coisa de enrolar a renovação do Pet faça bem ao grupo. Ele já dá entrevistas sem disfarçar a insatisfação e não consigo ver nenhum benefício nisso. Mas lembram o que eu pedia em meu primeiro texto aqui no Magia? Cadê o pulso forte para dizer aos envolvidos que o Flamengo é mais importante do que o orgulho de cada um? Cadê?


* * * * * *


Não sou a favor dessa coisa de entregar o jogo de hoje contra o América para prejudicar não sei quem. Repito: o Flamengo é maior que tudo e não deve pautar suas decisões nas desventuras dos outros. Simples assim. Se a prioridade é a Libertadores, tudo bem, mas o grupo precisa estar melhor organizado até o próximo jogo semana que vem e o confronto com um empolgado América é uma ótima oportunidade de acertar as deficiências. Vai pra cima deles, Mengão!


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Paixão

pai.xão
sf (lat passione) 1 Sentimento forte, como o amor, o ódio etc. 2 Movimento impetuoso da alma para o bem ou para o mal. 3 Mais comumente paixão designa amor, atração de um sexo pelo outro. 4 Gosto muito vivo, acentuada predileção por alguma coisa. 5 A coisa, o objeto dessa predileção. 6 Parcialidade, prevenção pró ou contra alguma coisa. 7 Desgosto, mágoa, sofrimento prolongado. 8 Os tormentos padecidos por Cristo ou pelos mártires
.


Essa é a definição que encontramos no bom e velho Michaellis. Mas eu não estou aqui para filosofar. A coisa é bem mais simples e muito mas objetiva: neste espaço paixão será sempre sinônimo de Flamengo. Sou rubro-negra desde que me entendo por gente. É uma relação típica dos apaixonados: gratuita, intensa e impulsiva. Neste exato momento, estou respirando profundamente, como quem acaba de sair de uma briga com o amado. Mas com a certeza de que em breve, muito breve, vai ficar tudo bem.


E essa certeza vem do fato de que o rubro-negro sabe que tudo no Flamengo é grandioso. Tudo no Flamengo é multiplicado aos milhões. Tudo no Flamengo é notícia. A Nação assusta, incomoda, provoca e impera. Tudo isso faz do Flamengo o maior adversário do… Flamengo! Nada é simples e nada é fácil para o Mengão. Cada jogo é uma batalha sangrenta. Dentro e fora de campo. Mas onde está a novidade? O que o Flamengo precisa hoje é focar apenas nas quatro linhas. O time tem uma das bases mais consistentes do país, ninguém ali é criança mas o grupo continua se deixando abalar por picuinhas extra-campo. Cadê o foco, minha gente? Parece que é a primeira vez que enfrentamos o resto do mundo!


Sinto falta da tranquilidade, humildade e um tanto de ouasadia que mostramos no fim de 2009. Somos Hexa-Campeões mas estamos perdendo o rótulo “time a ser batido”. O ano já começou e o ritmo ainda é de pré-temporada. Cadê a seriedade? Cadê o coração na ponta da chuteira? Cadê aquele Andrade que é capaz de virar o jogo no intervalo? Cadê a Presidente para chamar a responsabilidade e colocar o Flamengo acima de tudo, seja de jogadores, comissão técnica e dirigentes? Esse braço forte está fazendo falta. E espero que ele se apresente bem rápido.


Vai ser um desafio e tanto acompanhar essa trajetória aqui com vocês. Só posso garantir que aqui vai ter sempre 100% coração, compartilhando opiniões, contando casos, exaltando os guerreiros e cornetando os pipoqueiros. Vou tentar estar à altura da Nação, sem com fanatismo, mas com toda paixão que enche meu peito. E vai ser mais do que um prazer, será uma honra dividir essa paixão com vocês.


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

AH! O Fla x Flu…

É sempre com muito reverência que eu paro para assistir um Fla-Flu. Trata-se quase de um rito religioso. Merece respeito, atenção total, devoção até. Afinal, é o Clássico dos Clássicos. Aquele considerado o mais charmoso do Brasil. Aquele que surgiu 40 minutos antes do nada*. Antes do despertar das multidões. O Clássico das multidões. Tem clube que até tenta se alçar ao nível da importância desta rivalidade. Tem clube que gostaria de ser “o” arquirrival do Flamengo. Impossível. Em seus 98 anos de idade, é o Fla-Flu que tem a capacidade de fazer o mundo parar de respirar. É o “ai, Jesus”…


E, em 98 anos de história, já se viu de tudo nesse confronto. Por que em 2010 seria diferente? O retrospecto recente dos dois times deixa qualquer torcedor em total alerta. Estamos falando dos dois times que foram indiscutivelmente os destaques do último brasileiro. Os dois times que, no momento do início da partida, tinham 100% de aproveitamento. Dois times, que por tudo isso, estavam em paz com suas torcidas.


Como não dedicar atenção especial à tal partida? Qualquer time cresce contra o Flamengo. Qualquer preleção é mais acalorada quando se tem à frente um jogo contra o Flamengo. Qualquer jogador elencado por um adversário quer ter seu nome na história por ter derrotado o Flamengo e “calado” o Maracanã. Por que o Fluminense seria diferente? Queriam vencer o Mengão, Campeão Brasileiro e endossar sua ótima campanha. Seu ataque eficiente e defesa eficaz lhe davam segurança. “A defesa do Flamengo é uma peneira!” alardeava inequivocamente a imprensa. E, assim, deu-se o primeiro tempo. O que era esperado acontecia. Os jogadores do Flamendo lutavam mas pareciam nem riscar a parede adversária. Pareciam remadores que trabalhavam com força mas, com total descoordenação, remavam um para cada lado e, assim, o barquinho não saía do lugar. Festa tricolor na vazada defesa rubro-negra. No esboço de uma reação (presente daquele que pretendia ser o mais novo carrasco da magnética), seguiu-se um aparente tiro de misericódia. Explosão de pó-e-arroz e gritos de olé ainda na primeira etapa.


Até então tudo previsível. Mas o Fla-Flu é o clássico do imprevisto. E o rubro-negro não é de deixar o estádio quando todo o resto do mundo dá o jogo por perdido. Não arreda o pé até o apito final. Não tira a camisa. Esteja na arquiba do Maracanã ou de olho na tela da TV pelo resto do país, ele vai persistir até o último minuto seja qual for o resultado. Porque isso é torcer. Sangraríamos com o time e engoliríamos a seco o que poderia se transformar numa goleada humilhante. Mas estaríamos lá e gritaríamos até o fim.


Porém (ah, porém…) havia alguém olhando por nós. Alguém com ciência de que algo podia ser feito. Alguém que conhecia seu elenco e sua torcida. Alguém que já tinha seu nome gravado na história de seu seu clube e desse clássico. Alguém que tem o Flamengo no coração e que por isso é diferente de todos os outros na sua posição. Alguém que podia mostrar que técnico ganha jogo: Jorge Luís Andrade da Silva.


Bastou um homem com visão suficiente para mudar o que era preciso, acertar o comando e fazer todos remarem na mesma direção. O Flamengo entrou em campo com 45 minutos de atraso. Mas entrou com o pé no peito do adversário e golpeiou sem piedade. O Império do Amor mostrou sua força novamente. E literalmente. Clássico se vence com amor e com raça. Brigando por cada lance, por toda e cada bola, no meio de quantos adversários se fizer necessário. E um Fla-Flu nunca está vencido por antecipação. O Fluminense pecou por esquecer disso ao subestimar a humildade e perspicácia de Andrade, a força de Adriano, a disposição e oportunismo de Love, a presença de um penta-campeão e a diversidade de um banco pra lá de respeitoso.


O Fla-Flu nunca vai ser um jogo para cumprir tabela. Do nada, temos apresentações antológicas. E domingo foi uma delas. Não posso dizer “eu estava lá” mas posso dizer que vivi para ver uma virada histórica: o 5 x 3 de 31 de janeiro de 2010. Um Fla-Flu para fazer o rubro-negro encher (ainda mais) o peito de orgulho. Não venceu o timeco quase rebaixado. Não chutou cachorro morto. Triunfou sobre o arquirrival, virou a mesa e bateu o time bem estruturado e a defesa inquestionável da temporada. Assim é muito melhor!


Nota: publicado originalmente no Magia Rubro Negra

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O Hexa

São 20:10 do dia 6, o dia do Hexa. Estou a caminho do sul fluminense, meu novo endereço. Amanhã começo definitivamente em meu novo emprego e tenho mil coisas para resolver. Mas como pensar nessas coisas, mudança, estrada, trabalho, fábrica e coisas assim depois da tarde que vivi? Passei um dos maiores perrengues da minha vida para entrar no Maracanã. Arquibancada vibrante, colorida e barulhenta. Que torcida linda, guerreira e apaixonada! É a maior do mundo mas é também a mais bonita.


Consegui um lugar nas arquibancadas verdes perto de 15:30 e o povo já estava de pé, cantando. E só cantaram exaltação ao Flamengo. Ninguém sequer ensaiou entoar as tradicionais músicas para provocar os rivais cariocas ou paulistas. Era dia de Mengão e só ele importava. Eu sabia que isso era um presságio de que algo muito bom estava a caminho.


Quando nossos gladiadores entraram em campo eu me arrepiei inteira. O coro de “Mengão do meu coração” era uníssono, a Nação fazia a sua parte e entrava em campo junto com o time. E logo veio a certeza de que não seria nada fácil quitar essa fatura. Nada de entrega. Estávamos para enfrentar o Grêmio sem corpo mole. E o elenco do Flamengo… Muitos erros bobos, erros de passe, marcação deficiente. Mas a você, leitor do Magia que ainda não conhece, vou me apresentar: tenho um quê de Poliana e tendo a ver sempre o lado positivo das
situações. Essa profusão de erros só se explica com ansiedade e nervosismo. E isso me dá a certeza de esses moços são rubro-negros de coração. Nenhum jogador puramente profissional ficaria nervoso desse jeito. Faria sua parte do trabalho e dane-se o Maracanã lotado e o resto do mundo. Eles não. Queriam lutar e simplesmente não evoluíam.


Não adiantava mandar bolas aéreas porque na área tricolor porque a zaga gremista ganhava todas as cabeçadas. Não conseguiam chutar uma bola de fora da área sem que ela explodisse em um dos homens de azul preto que se multiplicavam do nada a nossa volta. Não conseguiam evoluir com uma jogada porque os passes se perdiam no caminho ou sagazes larápios faziam a festa nas costas dos nossos jogadores desatentos e desconcentrados (arrisco dizer até que o Juan era o alvo preferido dos ladrões de bola, só ele não percebia isso).


Quando sofrimento… Aos 21 minutos, tudo começou a mudar: gol do Grêmio em uma bobeada homérica da zaga rubro-negra e, praticamente ao mesmo tempo, gol do Inter no Beira-Rio. Nesses breves instantes de silêncio no Maracanã, fez-se a luz em minha cabecinha desconexa: acabara-se ali o favoritismo. Naquele instante o Inter era o campeão brasileiro. Era oficialmente o fim da nossa alardeada vantagem. E a
Nação bem sabe que na adversidade o Flamengo cresce. E a nova certeza que se assomou do meu coração: o Flamengo seria sim Hexacampeão Brasileiro. David empatou e Angelim virou. Grande Angelim! Um dos meus preferidos. O escolhido dos céus para estar ali e receber com categoria o escanteio cobrado pelo Pet. Eu chorava. Tremia e chorava. Novamente o caneco estava ali, ao alcance das nossas mãos suadas. Bastava sobreviver aos próximos intermináveis vinte minutos até o fim do embate.


Somos campeões, Nação! Fizemos uma campanha consistente, ganhamos confrontos diretos, aprendemos com nossos erros e lutamos até o fim! Nada de jogo fácil, foi suado até o fim. E ninguém vai ousar tirar esse mérito da gente! Agora lhes resta apegar-se à velha celeuma da Copa União de 87 para diminuir nossa história. Que percam o sono inventando verdades convenientes. Pura balela. Vão engolir vários argumentos toscos. Não vivemos do passado. Se gostavam de alardear que vivíamos das glórias do nosso passado, agora vão engolir um tempo presente de muita garra: indiscutível hegemonia carioca, uma Copa do Brasil e um Brasileirão. E alguém tem dúvida de que o futuro será ainda mais brilhante?


Uma vez Flamengo, Flamengo até morrer. Se depender do Flamengo, morro feliz!


Nota: Publicado originalmente no Magia Rubro Negra.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Presente de Aniversário

O Aniversário era do Clube de Regatas do Flamengo, mas quem ganhou o presente da Olympikus, foi a Nação. Ontem, aniversário de 114 do Flamengo, foi lançado o Totó do Mengão. É um game que pode ser jogado online ou ser baixado por qualquer rubro-negro que curta o bom e velho futebol de mesa. Na festa de lançamento, esta humilde rubro-negra e mais outros 29 blogueiros torcedores, fomos convidados a fazer 1000 gols para que o jogo fosse liberado para a Nação. Isso aconteceu em mais ou menos 2 horas da mais divertida jogatina. O jogo é muito fácil de aprender: é só usar as setas para direcionar e chutar e a barra de espaços para “roletar”. A interface é fantástica: podemos escolher entre os 17 jogadores do atual elenco, entre os 3 uniformes oficiais e entre as opções táticas disponíveis. Também é possível ver os replays dos gols com os avatares do jogadores em dribles e jogadas fantásticas, incluindo um gol olímpico do Pet. O capricho com que o game foi feito é comprovado nesses e outros detalhes, como a narração de Silvio Luiz (“Olho no lance!”) e a presença de Uruba & Urubinha e das organizadas mais famosas do Mengão - Raça, Jovem,Urubuzada e Fla-Manguaça - com suas faixas, seus cantos e suas festas com bolas vermelhas e pretas no Maraca – lugar onde se passa o game. A festa oferecida pela Olympikus contou também com a presença de jogadores da equipe FlaMaster, Aílton, Gilmar Popoca, Carlos Henrique e Manguito, que conversaram com os blogueiros e se divertiram tentando ganhar uma partida. A propósito, eu ganhei uma (4 x 3).


Tente você também: http://www.totodomengao.com.br ouhttp://www.olympikus.com .


Saudações Rubro-Negras!












Nota: Publicado originalmente no Tudo em Simas.